Com a abertura oficial da 46ª Expofeira, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) já iniciou o trabalho de fiscalização sanitária e controle da entrada dos animais no parque de exposições. Em entrevista à Rádio Sociedade, o veterinário Paulo Santana, que integra a equipe da Adab no evento, afirmou que os primeiros dias estão transcorrendo dentro da normalidade, apesar de algumas reprovações pontuais de animais.
“É comum num evento dessa magnitude que a gente encontre algumas irregularidades, principalmente relacionadas à validade dos exames ou condições sanitárias dos animais. Nosso papel é garantir que apenas os animais aptos participem do evento, protegendo a saúde pública e o rebanho local”, explicou.
Entre os principais motivos de reprovação estão:
Exames fora da validade exigida;
Suspeitas de linfadenite caseosa (doença infectocontagiosa que afeta caprinos e ovinos);
Alterações dermatológicas.
Animais não são multados
Paulo Santana esclareceu que os criadores cujos animais foram impedidos de entrar não são multados, desde que apresentem documentação, mesmo que esteja vencida.
“O que acontece com frequência é que os exames estão com validade até o meio da Expofeira, o que não é aceito. Todos os exames devem ter validade superior ao último dia do evento, que é 14 de setembro. Mas isso não gera penalidade, apenas impede a entrada dos animais”, destacou o veterinário.
A fiscalização da Adab é realizada antes e durante todo o evento, como parte das medidas de biossegurança e controle sanitário.
Defesa agropecuária como garantia de segurança
O profissional reforçou que esse trabalho é fundamental não apenas para a Expofeira, mas para todo o setor agropecuário baiano.
“Nosso objetivo não é penalizar, mas orientar, prevenir e assegurar que o ambiente da feira esteja livre de riscos sanitários. Isso preserva a integridade dos demais criadores, dos visitantes e do agronegócio como um todo”, concluiu Paulo Santana.
