Durante o Campeonato Macho Jovem de Marcha Batida – categoria Potro Mirim, realizado no quinto dia da 46ª Expofeira, os animais passam por uma rigorosa inspeção pré-prova, conduzida pelo médico veterinário Edson Bacelá, inspetor técnico da raça campolina.
Segundo ele, o processo é essencial para garantir a segurança dos cavalos, montadores e público.
“Verificamos a documentação, o microchip de identificação, a resenha e as condições clínicas e sanitárias. Só depois, os animais são liberados para julgamento”, explicou.
Principais pontos avaliados
Na inspeção clínica, são barrados animais com:
doenças infectocontagiosas visíveis (como secreções nasais ou tosse);
feridas abertas ou sangramentos;
condição corporal abaixo do ideal (animais muito magros ou debilitados).
Nos potros, a atenção é redobrada: eles não podem competir com ferraduras e, caso apresentem sinais de manejo inadequado, como excesso de peso ou problemas articulares, também são vetados.
Exigências sanitárias
Para competir, os campolinos devem apresentar:
vacinação contra influenza equina;
exames negativos para mormo e anemia infecciosa equina;
ausência de doenças parasitárias transmissíveis, como sarna.
Cuidados com o estresse
O veterinário alerta que o ambiente movimentado da feira pode causar estresse, especialmente nos animais jovens. Por isso, recomenda que criadores e treinadores reservem momentos de descanso para os cavalos.
“O público pode admirar os animais, mas é importante evitar contato físico, pois eles podem reagir de forma brusca e se machucar”, destacou.
Julgamento dos animais
As competições avaliam tanto a morfologia (aparência geral, aprumos e proporções) quanto a marcha (dissociação, gesto, comodidade e estilo). Os títulos conquistados servem de referência para o melhoramento genético e valorizam a raça campolina.
“O julgamento direciona os criadores e movimenta o mercado, com negociações e valorização dos campeões”, concluiu Bacelá.
Com informações: Matheus Gabriel
por: Mayara Nailanne
