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Farmacêutica alerta: Automedicação pode acelerar crise da Resistência Antimicrobiana

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A resistência antimicrobiana (RAM) é a capacidade de microrganismos como bactérias, vírus, fungos e parasitas de sobreviverem e se multiplicarem mesmo diante do uso de medicamentos que antes eram eficazes contra eles, representando uma crescente ameaça à saúde pública.

Rafaela Dantas, farmacêutica clínica e hospitalar, mestre em Saúde Coletiva, em entrevista ao Dia a Dia News, alerta para os riscos da resistência antimicrobiana e para os danos que o uso indevido de antibióticos pode trazer à saúde.

“Essa resistência acontece quando bactérias, vírus, fungos e parasitas deixam de responder aos medicamentos, dificultando o tratamento de infecções. As principais causas são o uso inadequado desses medicamentos, como a falta de adesão ao tratamento e o uso sem prescrição, além da ausência de políticas de acesso racional”, explicou.

A farmacêutica também traz dados importantes:

“No Brasil, desde 2010, a legislação exige receita médica para a compra de antimicrobianos, mas a má utilização persiste. A OMS chama atenção para o problema e prevê que, se nada for feito, até 2050 uma pessoa poderá morrer a cada cinco segundos devido à resistência antimicrobiana.”

Ela reforça a importância da conscientização da população:

“É crucial que as pessoas se conscientizem sobre o uso racional desses medicamentos, tomando-os corretamente e seguindo as orientações médicas. As farmácias devem cumprir a legislação e oferecer orientação farmacêutica. A automedicação é perigosa e pode gerar problemas de saúde em curto e longo prazo.”

Sobre a resistência antimicrobiana, Rafaela conclui:

“A resistência antimicrobiana é um problema coletivo. Se medidas não forem tomadas, infecções comuns, como infecção urinária e pneumonia, poderão se tornar intratáveis. A comunicação e a conscientização são essenciais para combater essa ameaça à saúde pública.”

No Brasil, as políticas e estratégias para enfrentar a resistência antimicrobiana envolvem a implementação de ações de vigilância e controle, bem como a promoção do uso racional de antimicrobianos. Isso inclui a capacitação de profissionais de saúde, a criação de protocolos de prescrição e a conscientização da população sobre os riscos do uso indiscriminado de antibióticos. Além disso, há um foco especial na regulamentação do uso de antimicrobianos na produção animal, visando reduzir a disseminação da resistência bacteriana. Essas políticas são fundamentais para o enfrentamento eficaz desse grave problema de saúde pública.

Escrita pela estagiária Fernanda Martins, com informações:Fernanda Martins. Foto:Divulgação

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