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Projeto Verão 2026 movimenta Bom Fim de Feira com dois finais de semana de música e cultura

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Com a proposta de fortalecer a cultura local e oferecer uma alternativa de lazer à comunidade, o distrito de Bom Fim de Feira realiza mais uma edição do Projeto Verão 2026. Idealizado pelo músico Gilson Reis, o evento chega à quarta edição consolidado como uma das principais iniciativas culturais independentes da localidade.

Criado em 2020 de forma simples, com apresentações em voz e violão na praça, o projeto cresceu ao longo dos anos. Após uma pausa por causa da pandemia, foi retomado em 2024 e, desde então, vem reunindo artistas da terra e convidados de outras cidades em dois finais de semana consecutivos de programação.

Segundo Gilson Reis, o objetivo principal é suprir a carência de espaços de entretenimento no distrito. “Bonfim não tem clube, não tem espaço privado para eventos. As únicas grandes festas são o São Pedro, promovido pelo poder público, e a festa religiosa do Senhor do Bonfim. Fora isso, a comunidade quase não tem opções de lazer”, destacou.

O evento acontece na Praça Padre Cupertino de Lacerda, em frente à Igreja Católica, em um formato intimista, com palco montado próximo ao público, permitindo maior interação entre artistas e comunidade. A proposta é simples: música ao vivo, valorização da cultura local e acesso gratuito.

A edição 2026 será realizada nos dias 7 e 14 de março, sempre a partir das 19h. A abertura contará com um momento de oração conduzido pelo pastor Francisco. Em seguida, sobem ao palco artistas como Naelly Figueiredo, Tessinho Leú, Djalma Ferreira, Moisés Almeida (de Antônio Cardoso), Júnior Rodrigues, o grupo Esferas do Samba — representando o tradicional samba de roda de Bonfim —, além de Betis Morena, Tio Roy (ex-vocalista da banda Montes Aio), Jeanzinho Carismático e Maurício Menezes.

No segundo sábado, dia 14, a programação segue com Naelly Figueiredo, Banda Musical Desejo, Folia Elétrica (de Feira de Santana), Van Van do Arrocha, Júnior Rasta (de Salvador, com passagem pelo Olodum), Anderson Dias, Paulo Bindá, Jairton Silva, Marlon Show, Estrela Cadente e Banda Lambi Moi.

Gilson ressalta que o projeto é totalmente independente, sem fins lucrativos e sem vínculo político. Os artistas participam por parceria e amizade, sem cobrança de cachê. Ainda assim, há custos com estrutura, transporte, água, lanche e apoio logístico.

“Eles não cobram cachê, mas a gente precisa garantir o mínimo: transporte, combustível, água, alimentação. É um evento feito com ajuda de amigos, comerciantes e da própria comunidade”, explicou.

A proposta também é transformar o evento em vitrine para talentos locais, muitos dos quais não têm espaço fixo para apresentar seus trabalhos. Além disso, a organização pretende ampliar a visibilidade com transmissões pelas redes sociais, permitindo que bonfinenses que moram em outras cidades e até fora do país acompanhem a programação.

Com clima familiar, o público pode levar cadeiras e mesas para a praça, mantendo o ambiente acolhedor que já virou marca registrada do projeto. “A festa é da comunidade e para a comunidade. Todos estão convidados”, reforçou Gilson.

A expectativa é repetir — e até superar — o sucesso das edições anteriores, consolidando o Projeto Verão como parte do calendário cultural de Bom Fim de Feira.

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