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Enterrar animais em quintais ou áreas inadequadas pode trazer riscos ambientais e sanitários

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A relação entre tutores e animais de estimação tem mudado a forma como a sociedade encara até mesmo o momento da despedida. Uma lei recente passou a permitir, em alguns locais, o sepultamento de cães e gatos em jazigos da própria família, reconhecendo o vínculo afetivo entre humanos e pets e criando uma alternativa legal para o enterro dos animais.

Ao mesmo tempo, especialistas alertam que enterrar animais em quintais ou áreas inadequadas pode trazer riscos ambientais e sanitários, inclusive podendo ser considerado irregular em determinadas situações, por causa da contaminação do solo e do lençol freático.

Ticiana Sampaio, presidente da Comissão de Proteção e Defesa Animal da OAB no município de Feira de Santana, afirma que animais de estimação se tornaram membros da família:

“A crescente percepção dos animais de estimação como membros da família, com o reconhecimento de seus laços afetivos e de sua importância, tem transformado a maneira como lidamos com a perda desses companheiros. O momento da despedida, antes marcado por dificuldades em expressar o luto e realizar homenagens, como é comum em nossa sociedade, demonstra essa mudança. Diante disso, surge a questão sobre o destino adequado para o corpo de um animal de estimação falecido.”

Ela explica sobre enterrar um animal no quintal de casa:

“Pode ser considerado uma irregularidade ambiental. Embora não haja uma recomendação específica nesse sentido, é fundamental tratar o corpo com dignidade e respeito às normas sanitárias, de forma semelhante ao que ocorre com pessoas. Portanto, é crucial buscar orientação ambiental e um parecer técnico sobre o local, o tamanho da cova e outros aspectos relevantes.”

Acerca de quais são as opções para os tutores após o óbito do animal, ela disse:

“É importante esclarecer as alternativas, pois muitos desconhecem os procedimentos corretos e, por vezes, recorrem a práticas inadequadas, como o descarte em locais inapropriados. Em Feira de Santana existe um serviço de remoção de animais mortos que funciona eficientemente. O serviço, mediante solicitação, realiza a coleta do animal, encaminhando-o para um local específico no aterro sanitário. Não há informações oficiais detalhadas sobre como é feita a destinação final, mas o serviço garante o descarte ambientalmente adequado.”

Ela conclui:

“Para tutores que perdem seus animais em clínicas veterinárias, a clínica pode, a pedido do tutor, contatar o serviço de remoção. A equipe responsável se deslocará até a clínica para recolher o corpo do animal. A decisão final sobre o procedimento cabe ao tutor.”

Escrita pela estagiária:Fernanda Martins, com informações:Fernanda Martins. Foto:Divulgação

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