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Preço mínimo do cigarro sobe para compensar redução de imposto sobre combustíveis

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O governo federal anunciou um aumento no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incide sobre cigarros como forma de compensar a perda de arrecadação provocada pela redução de tributos sobre combustíveis. A medida ocorre em meio à alta internacional do petróleo, influenciada pela guerra no Oriente Médio.

Com a mudança, a alíquota do IPI sobe de 2,25% para 3,5%, enquanto o preço mínimo da carteira de cigarros será reajustado de R$ 6,50 para R$ 7,50. A estimativa da equipe econômica é de arrecadar cerca de R$ 1,2 bilhão ainda em 2026.

Por outro lado, o governo decidiu zerar as alíquotas de PIS e Cofins sobre o querosene de aviação (QAV) e o biodiesel. A medida será oficializada por decreto e integra um pacote para conter os impactos do aumento nos preços dos combustíveis.

Segundo cálculos do governo, a desoneração deve gerar uma redução de aproximadamente R$ 0,07 por litro no QAV e R$ 0,02 por litro no biodiesel, com custo estimado em R$ 100 milhões por mês. Atualmente, o biodiesel compõe 15% do diesel comercializado nos postos.

Durante o anúncio, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu que aumentos anteriores no imposto sobre cigarros não tiveram os efeitos esperados, tanto na redução do consumo quanto na ampliação da arrecadação.

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