Presente na mesa do café da manhã, nas pausas do trabalho e nos encontros entre amigos, o café é muito mais que uma bebida no Brasil. Celebrado mundialmente, o Dia Mundial do Café reforça a importância cultural, econômica e afetiva desse hábito que atravessa gerações e que segue forte também em Feira de Santana.

Para entender melhor os benefícios, tipos e formas de consumo, conversamos com a engenheira de alimentos e especialista em café, Deisy Ferreira. Segundo ela, a bebida vai muito além do sabor. “O café é cultura, é afeto, é acolhimento. Não é só uma bebida aromática, é também um alimento nutritivo”, destaca.
De acordo com a especialista, há diferentes tipos de café disponíveis no mercado, desde os mais tradicionais e extra fortes, até os gourmets e especiais, que possuem notas sensoriais mais complexas, como frutas, caramelo e nozes. Além disso, existem dois principais tipos de grãos: o arábica, mais valorizado e suave, e o conilon, mais intenso e com maior teor de cafeína.
Entre os benefícios, o café se destaca pela presença de antioxidantes, que ajudam na prevenção de doenças. Estudos também apontam relação entre o consumo moderado e a redução de riscos de problemas como diabetes, Alzheimer e Parkinson. Apesar disso, o consumo deve ser equilibrado, especialmente no período da noite. “A cafeína pode interferir no sono, por isso o ideal é evitar o consumo até duas horas antes de dormir”, orienta Deisy.
Sobre o preparo, ela explica que o método vai do gosto pessoal, mas o tradicional café coado especialmente no pano, ainda é um dos preferidos dos brasileiros, além de proporcionar uma boa extração da bebida. Já em relação ao armazenamento, o café embalado a vácuo tende a conservar melhor suas հատկidades por mais tempo.
O cafezinho que movimenta Feira de Santana

No Terminal Central, o café também é sinônimo de trabalho e renda. Há mais de 10 anos na lanchonete onde trabalha, a vendedora Cleusa de Jesus conhece bem o gosto do feirense.“Eu vendo em média de três a quatro garrafas por dia, principalmente no começo da manhã. O horário mais forte é das 5h30 às 7h”, conta.
Segundo ela, o café com leite é o mais procurado, especialmente por quem está a caminho do trabalho. Apesar da tradição, Cleusa relata que o aumento no preço do café impactou diretamente nas vendas. “A vendagem caiu cerca de 50%. Mesmo assim, a gente continua na luta”, afirma.
Mesmo com as dificuldades, ela garante que a preferência dos clientes permanece fiel. “O povo gosta do meu café porque é antigo, não muda o sabor. É aquele café tradicional mesmo”, diz.
Entre um gole e outro, o café segue sendo parte essencial da rotina seja em casa, no trabalho ou nas ruas de Feira de Santana.
