O governo federal anunciou um novo aumento no preço mínimo do cigarro, que passará de R$ 6,50 para R$ 7,50. Apesar do reajuste, especialistas avaliam que o valor ainda é insuficiente para conter o avanço do tabagismo no país.
Pela primeira vez em duas décadas, o número de fumantes voltou a crescer no Brasil. Atualmente, o país tem o terceiro cigarro mais barato da América do Sul, o que acende um alerta entre profissionais de saúde.
A política de controle do tabaco previa reajustes anuais acima da inflação como forma de desestimular o consumo. No entanto, essa estratégia foi interrompida entre 2017 e 2023.
Durante esse período, o preço mínimo ficou congelado em R$ 5. O aumento só voltou a acontecer em 2024, quando o valor foi reajustado para R$ 6,50.
Agora, o novo reajuste também leva em conta fatores econômicos, como os impactos internacionais sobre o preço dos combustíveis. Ainda assim, a medida é vista como tímida.
Segundo especialistas, se a política de aumentos tivesse sido mantida de forma contínua, o preço mínimo do cigarro já estaria em torno de R$ 10, um patamar considerado mais eficaz para reduzir o consumo.
