A construção de novas barracas em Feira de Santana enfrenta entraves após a desistência de empresas participantes do processo licitatório. A informação foi confirmada pelo secretário de Habitação, Silvaney Araújo, que atribui o atraso à falta de interesse das empresas diante dos custos atuais.
Segundo o secretário, o processo vinha sendo conduzido desde o ano passado, mas sofreu um revés recente. “A empresa que estava contemplada desistiu e, ao buscarmos outras, nenhuma demonstrou interesse em executar o serviço dentro do valor previsto”, explicou.
De acordo com ele, o aumento no preço de insumos, como o metal, foi um dos principais fatores que inviabilizaram a execução do projeto nos moldes originais. Diante disso, a Prefeitura decidiu cancelar a etapa anterior e lançar um novo edital, em caráter emergencial, para garantir a construção das estruturas restantes, incluindo barracas na região da Bernardino Bahia.
Apesar do impasse, algumas etapas seguem em andamento. As barracas da Marechal, por exemplo, continuam no cronograma normal, atualmente na fase de apresentação de amostras. A expectativa é que, superada essa etapa, a ordem de serviço seja emitida.
“O prefeito tem cobrado agilidade e estamos empenhados para que essas barracas sejam entregues o mais rápido possível, dentro da legalidade”, afirmou Silvaney.
Além das obras, o secretário também destacou ações voltadas à zona rural. A Prefeitura realizou a distribuição de 102 toneladas de sementes para agricultores, considerada a maior já registrada no município. Segundo ele, cerca de 15 mil produtores vinculados a associações foram beneficiados.
Mesmo com o avanço, a preparação do solo ainda enfrenta desafios. Atualmente, o município conta com cinco tratores próprios e apoio de equipamentos parceiros, totalizando cerca de 14 máquinas, número considerado insuficiente para atender toda a demanda.
“Temos mais de 125 associações e um número muito grande de agricultores. Estamos buscando parcerias e novos equipamentos para ampliar esse atendimento”, disse.
Outro ponto abordado foi a situação da energia elétrica no Centro de Abastecimento. O secretário informou que estuda alternativas para reduzir custos e melhorar a distribuição, já que o consumo mensal ultrapassa R$ 200 mil. Entre as propostas, está a criação de um sistema mais organizado e até projetos de independência energética em parceria com a iniciativa privada.
Silvaney também ressaltou melhorias recentes no espaço, como reorganização de comerciantes, intervenções na limpeza, mudanças no fluxo interno e início da reforma do mercado de carnes. Novas ações, como pavimentação e criação de estacionamento para caminhões, também estão em planejamento.
“A gente não consegue fazer tudo de uma vez, mas estamos avançando aos poucos, ouvindo comerciantes e buscando soluções para tornar o Centro de Abastecimento cada vez mais organizado e forte para a economia da cidade”, concluiu.
