A Justiça da Bahia revogou, por unanimidade, a segunda prisão preventiva do deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha. A decisão, no entanto, não determina a soltura do parlamentar, que continua preso por causa de uma primeira ordem de prisão preventiva.
A segunda prisão havia sido determinada após a condenação de Binho Galinha a 36 anos e nove meses de prisão por crimes previstos no Estatuto do Desarmamento. A sentença foi proferida pela Vara Criminal e de Crimes contra a Criança e o Adolescente de Feira de Santana, em um dos desdobramentos da Operação El Patrón.
A defesa do deputado entrou com um habeas corpus e argumentou que ele havia respondido ao processo em liberdade e não teria interferido na instrução criminal.
Apesar da revogação da segunda prisão, Binho Galinha permanece custodiado em razão da primeira prisão preventiva, decretada em 2025 durante as investigações sobre uma organização criminosa com atuação na região de Feira de Santana. O parlamentar se entregou às autoridades em outubro daquele ano e permanece preso desde então.
A legalidade da primeira prisão ainda é analisada pelo Superior Tribunal de Justiça. A defesa também busca uma decisão favorável nesse processo para tentar garantir a liberdade do deputado.
