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Expositor avalia organização da Expofeira e defende uso permanente do Parque de Exposições

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A 47ª Expofeira chegou ao fim neste domingo (13) com avaliação positiva de expositores e criadores que participaram da programação. Entre eles, Miguel Pinto, expositor, criador e proprietário do Leilão Nelore Jacurici, destacou a organização do Parque de Exposições João Martins da Silva, mas também apontou desafios que podem ser aperfeiçoados nas próximas edições.

Organização surpreende expositores

Para Miguel Pinto, a edição deste ano apresentou uma mudança significativa na organização do espaço e na distribuição dos setores.

“Na realidade, a exposição teve um rumo totalmente diferente. Entraram algumas cabeças pensantes e realmente estabilizaram a exposição de uma forma bastante profissional”, avaliou.

Segundo ele, a organização do parque chamou a atenção de quem participou do evento.

“Muita gente ficou perplexa com essa organização que houve no parque. Tudo arrumado, tudo bem estabelecido nos lugares certos”, afirmou.

Miguel destacou ainda que a divisão dos espaços para animais e expositores trouxe mais funcionalidade à exposição.

Acesso ao parque ainda é um desafio

Apesar dos avanços, o criador apontou o acesso ao Parque de Exposições como um dos principais pontos que precisam ser aperfeiçoados.

Segundo Miguel, o grande volume de veículos durante os horários de maior movimento ainda provoca congestionamentos e pode dificultar a chegada de pessoas que participam de leilões e outros eventos específicos.

“Um dos gargalos mais fortes que tem, em qualquer momento, é o acesso. Principalmente quem vai de carro, com a família”, explicou.

Para ele, a questão precisa ser analisada pela organização para que o acesso seja cada vez mais eficiente.

Acesso diferenciado para criadores e participantes de leilões

Miguel defendeu a criação de mecanismos que facilitem a entrada de criadores, expositores, compradores e convidados que participam diretamente dos negócios realizados dentro do parque.

Ele explicou que algumas pessoas deixam de chegar aos eventos por causa do congestionamento registrado nas proximidades.

“Se a gente não procurar dar um tratamento a esse pessoal que vem determinado para isso, pode acontecer o que aconteceu ontem: algumas pessoas tentaram vir, o engarrafamento estava grande, mas não conseguiram e voltaram”, relatou.

Para o criador, uma alternativa seria trabalhar previamente com listas de convidados e identificação para permitir o acesso antecipado ao parque.

“Eu acho que pode ser liberada uma entrada antecipada. A relação das pessoas que vêm, e ele já fica com a sua identificação de entrar no parque”, sugeriu.

Estacionamento avançou, mas ainda pode melhorar

Miguel reconheceu que a ampliação do estacionamento representou um avanço importante nesta edição.

Segundo ele, os expositores que possuem necessidade de circulação interna foram beneficiados com espaços mais independentes.

“Os expositores que têm condições de transitar aqui dentro estão muito satisfeitos porque eles foram bem aquinhoados com um espaço independente”, destacou.

Apesar disso, ele acredita que ainda existem ajustes a serem feitos para melhorar o fluxo de veículos e garantir uma experiência mais tranquila para quem participa dos eventos.

Perfil da produção rural de Feira de Santana

Durante a entrevista, Miguel também comentou sobre as características da atividade rural de Feira de Santana.

Segundo ele, o município possui uma predominância de pequenas propriedades rurais, o que dificulta a implantação de grandes projetos de agricultura extensiva.

“Feira de Santana é regida com mais de 80% de pequenas áreas rurais”, afirmou.

Para o criador, essa característica não impede que o município tenha uma forte atividade de criação e continue realizando grandes exposições agropecuárias.

Parque pode ter utilização durante todo o ano

Um dos principais pontos defendidos por Miguel Pinto foi a necessidade de dar uma utilização mais intensa ao Parque de Exposições durante todo o ano.

Para ele, o espaço possui estrutura suficiente para receber atividades esportivas, culturais, gastronômicas e de lazer.

“Da vida ao parque. Porque ele fica o ano todo sendo utilizado”, defendeu.

Miguel citou a possibilidade de instalação de espaços de alimentação, áreas de lazer, atividades esportivas e eventos voltados para as famílias.

“Eu acho que a gente tem que pensar maior nesse problema de dar vida ao parque de exposição”, afirmou.

Espaço para lazer e atividades familiares

O criador também defendeu que o parque possa ser utilizado como uma área de lazer para a população, especialmente nos finais de semana.

Ele citou como referência o Parque de Exposições de Uberaba, em Minas Gerais, que, segundo ele, possui estruturas destinadas também ao lazer e à prática esportiva.

“Lá tem via de bicicleta, tem uma série de coisas. Principalmente, chamando o menino pequeno, o que quer aprender das coisas”, comentou.

Para Miguel, a estrutura arborizada do Parque de Exposições de Feira de Santana poderia ser aproveitada para atividades ao ar livre, com segurança e organização.

“Você tem aqui um parque todo arborizado. Por que não pensar em trazer esses eventos aqui para dentro? Cercado, segurança”, questionou.

Integração com educação e formação profissional

Miguel também destacou o potencial do espaço para receber iniciativas ligadas à educação e à formação profissional.

Ele citou a presença do Senar e do Senac na região e defendeu uma maior integração dessas instituições com as atividades desenvolvidas no parque.

“Nós temos que ter uma vida própria aqui dentro do parque, no meu entendimento”, afirmou.

Para ele, a estrutura existente poderia ser aproveitada para aproximar a população do agronegócio, da pecuária e de outras atividades relacionadas ao setor.

Negócios e perspectivas para os criadores

Como proprietário do Leilão Nelore Jacurici, Miguel também avaliou positivamente a movimentação de negócios durante a Expofeira.

Ele destacou que o evento é uma oportunidade para apresentar animais, prospectar compradores e concretizar vendas.

“Nós tivemos um crescimento razoável”, afirmou ao comentar o desempenho do evento realizado por ele durante a exposição.

Miguel também chamou atenção para as incertezas relacionadas às condições climáticas e ao fenômeno El Niño, defendendo cautela na avaliação dos possíveis impactos para o setor.

“Eu vejo assim como uma coisa que é de se ter uma certa cautela, mas o cara não pode sair hoje achando que o mundo vai se acabar”, avaliou.

Expofeira deve manter avanços e buscar ajustes

Ao final da avaliação, Miguel Pinto reconheceu os avanços registrados na edição deste ano e afirmou que os ajustes identificados devem servir como ponto de partida para o planejamento da próxima Expofeira.

Para ele, o principal desafio é manter a organização alcançada e, ao mesmo tempo, melhorar o acesso e ampliar a utilização do parque.

“Ninguém faz tudo e acha que está 100%. As situações que ficam pegando provavelmente vão ter mais destino”, afirmou.

Miguel encerrou defendendo que o Parque de Exposições seja transformado em um espaço de uso permanente para a população e para os próprios criadores.

“Eu tenho certeza que o nosso prefeito pode até imaginar que o investimento é mínimo, porque tudo que está pronto aqui pode ser utilizado em algumas coisas. Então, não vejo como não ser esse ponto, um ponto de encontro de sábado, de domingo”, concluiu.

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