Balanço aponta tranquilidade no atendimento aos animais e destaca qualidade sanitária e crescimento do número de exemplares no parque
Plantão veterinário teve poucas intercorrências
A 47ª Exposição Agropecuária de Feira de Santana chega ao último dia com uma avaliação positiva também no setor de atendimento veterinário. Segundo o médico veterinário Dr. Lindomar Marton, responsável pelo plantão no Parque de Exposições João Martins da Silva, as ocorrências registradas durante o evento foram consideradas de baixa gravidade.
Entre os atendimentos estiveram pequenas lacerações, acidentes leves e situações relacionadas ao estresse provocado pelo deslocamento dos animais.
“As ocorrências, intercorrências de medicina veterinária foram realmente de uma magnitude pequena. Pequenas lacerações, pequenos acidentes, pequenos estresses de animal, animal estressado por causa de viagem, algumas situações.”
O veterinário destacou que, até o último dia da exposição, não houve nenhum caso de maior gravidade que exigisse uma intervenção significativa ou a retirada de animais do parque.
“Intercorrência que chamasse a atenção de um problema maior, graças a Deus nós não tivemos nenhum até o momento.”
Menos problemas em comparação com edições anteriores
De acordo com Lindomar Marton, o cenário deste ano chamou atenção quando comparado ao observado na edição anterior. No ano passado, por exemplo, foram registradas ocorrências relacionadas principalmente a cólicas em equinos.
Neste ano, entretanto, o plantão teve uma rotina considerada tranquila.
“No ano passado nós tivemos intercorrência de cólicas, principalmente na parte de equinos. E o que nos chama a atenção foi só isso.”
O veterinário avalia que a experiência dos animais, muitos deles vindos de outras competições e eventos, também pode ter contribuído para que chegassem ao parque mais condicionados e adaptados ao deslocamento.
Mais de 1.200 animais e aumento na participação
Outro ponto destacado durante a entrevista foi o crescimento do número de animais presentes na exposição. Segundo informações repassadas ao plantão veterinário, foram mais de 1.200 animais de diferentes espécies.
“Nós tivemos mais de 1.200 animais. Segundo informações que a gente tem pegado junto à DAB, são em torno de 1.200 e poucos animais.”
O número envolve animais de diferentes segmentos da exposição, incluindo bovinos e equinos, além de outras espécies.
Para Lindomar, o aumento da participação também veio acompanhado de uma avaliação positiva quanto à qualidade dos animais.
“Em termos de qualidade, foram muito boas.”
O médico veterinário citou ainda a presença e o crescimento de criadores e animais de raças como Mangalarga Marchador, Campolina e Nelore.
“Isso nos chama a atenção e é muito importante e bom para a exposição, para o parque, para o evento em si. E quanto mais participantes, quanto mais produtores, com mais diversidade de raças e espécies, isso nos deixa bastante tranquilo e feliz.”
Controle sanitário antes da entrada no parque
A entrada dos animais no parque também passou por uma série de procedimentos sanitários. Conforme explicou o veterinário, os animais precisam apresentar a documentação e os exames exigidos pelos órgãos responsáveis pela fiscalização.
Entre os procedimentos estão exames relacionados à anemia, mormo, brucelose e tuberculose, além da Guia de Trânsito Animal, a GTA.
“Profilaxia, sanidade, exames todos em dia, guia, GTA, exame de anemia, mormo, brucelose, tuberculose, todos os exames necessários à entrada do animal dentro de uma exposição.”
Lindomar ressaltou que a fiscalização sanitária não é atribuição direta do plantão veterinário, mas de órgãos específicos. A equipe veterinária assume o acompanhamento clínico dos animais durante a permanência no parque.
Plantão funcionando 24 horas
Para garantir atendimento em caso de necessidade, três médicos veterinários foram contratados e credenciados para atuar durante a exposição.
A equipe permaneceu no parque durante todo o período do evento e adotou uma escala para assegurar que sempre houvesse um profissional disponível.
“Nós somos três médicos veterinários credenciados e contratados pela prefeitura.”
Segundo Lindomar, a equipe chegou antes da entrada dos animais e permanecerá até a saída dos últimos exemplares.
“Nós chegamos no sábado à tarde e iremos sair na segunda de manhã.”
A estrutura foi mantida justamente para acompanhar tanto a chegada quanto a saída dos animais.
Rodeio também contou com acompanhamento veterinário
O trabalho do plantão não ficou restrito aos animais de exposição. Os animais utilizados nas atividades do rodeio também estiveram sob acompanhamento da equipe veterinária.
Segundo Lindomar, os profissionais entram na arena durante a apresentação e permanecem atentos até que os animais sejam retirados e estejam novamente acondicionados.
“Na hora do rodeio de apresentação da equipe de retaguarda, nós, os médicos veterinários, somos convidados a entrar para mostrar que nós somos responsáveis por aquele grande cenário e pelos animais que estão ali.”
O acompanhamento inclui a observação de possíveis acidentes e alterações no comportamento ou no estado metabólico dos animais.
“Nós acompanhamos, vemos se tem algum acidente, se tem alguma intercorrência de metabolismo nesses animais.”
Atuação integrada com veterinários das companhias
O trabalho também é realizado em conjunto com profissionais que acompanham especificamente os animais das companhias participantes do rodeio.
Lindomar explicou que, quando existe um veterinário responsável pelo animal, há uma comunicação entre os profissionais para definir a melhor conduta em caso de necessidade.
“Tem grandes profissionais, tem grandes companhias que trazem esses animais e têm seu veterinário específico. É em comum acordo conosco.”
Segundo ele, essa parceria permite que o profissional que já conhece o histórico daquele animal também participe da decisão sobre o atendimento.
Animais chegam preparados para competir
Outro fator que facilita o atendimento, segundo o veterinário, é o histórico dos animais que participam das competições e exposições.
São animais que possuem acompanhamento, alimentação específica, suplementação e condicionamento físico.
“São animais que têm uma certa nutrição, mineralização, condicionamento físico específico para isso.”
Para a equipe veterinária, conhecer previamente a rotina do animal ajuda a identificar alterações e tomar decisões mais rapidamente.
“Para nós, médicos veterinários, facilita muito você saber o que o animal usa, o que o animal toma, como é o dia a dia do animal.”
O profissional destacou ainda que esses animais passam por preparação durante todo o ano ou por períodos específicos antes das competições.
“É um animal que foi condicionado durante 30 dias, 60 dias ou já vem o ano todo acondicionado dentro dessa situação e vem para cá.”
Saída dos animais também passa por controle
Com o encerramento da Expofeira, começa o processo de saída dos animais do parque. Essa etapa também exige controle e documentação.
De acordo com Lindomar, cada animal precisa ter sua Guia de Trânsito Animal, a GTA, para poder seguir viagem.
“Todos os animais que vão sair do parque, com certeza, já foi emitido o seu GTA, que é a Guia de Trânsito Animal, para que ele possa viajar tranquilamente.”
O veterinário explicou ainda que a liberação dos animais segue os horários estabelecidos pelos órgãos responsáveis pela fiscalização.
“Ele só sai depois do horário especificado pela DAB, que é a partir das 18 horas, que começam a deixar os animais, começam a deixar o parque à disposição.”
Cada novo destino passa por nova fiscalização
Animais que deixam Feira de Santana para participar de outras competições, como eventos em Teixeira de Freitas, por exemplo, passarão novamente pelos procedimentos sanitários exigidos no novo destino.
“Lá vai ter uma nova equipe que vai receber esses animais e entrar pelo mesmo crivo, pela mesma inspeção, com outros plantões veterinários, com outros profissionais da fiscalização.”
Dessa forma, os procedimentos realizados na Expofeira correspondem ao período em que os animais permaneceram no parque, enquanto cada novo evento possui sua própria estrutura de fiscalização e acompanhamento.
Balanço positivo do plantão
Ao fazer o balanço dos trabalhos, Lindomar Marton classificou o plantão veterinário como tranquilo e destacou que não houve, até o encerramento da entrevista, nenhuma ocorrência de grande relevância clínica ou sanitária.
“Podemos dizer que foi um plantão tranquilo a nível clínico sanitário.”
O veterinário também ressaltou que a tranquilidade representa um resultado positivo não apenas para a equipe, mas principalmente para os próprios animais.
“Graças a Deus nós não tivemos problemas. Isso é muito bom para o próprio animal, para a saúde animal.”
Com profissionais disponíveis durante 24 horas, a equipe encerra a participação na 47ª Expofeira com a avaliação de que os procedimentos de acompanhamento e assistência aos animais ocorreram dentro da normalidade.
“Nós estamos de plantão para isso.”
