Um episódio de violência contra um menino de 11 anos chocou os moradores de um condomínio no Recanto das Flores, no bairro Nova Esperança, em Feira de Santana, na noite do último sábado (19). Uma mulher de 34 anos invadiu a residência da família da criança para agredi-la.
A agressora é moradora de Itabuna e estava no local como convidada da festa de aniversário de um morador. De acordo com relatos da família, ela é irmã do aniversariante e tia de uma amiga do garoto.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que a mulher chega alterada à residência da criança, entra no imóvel e inicia as agressões. O vídeo repercutiu nas redes sociais e gerou forte revolta entre vizinhos e internautas.
A dinâmica do ocorrido e as acusações
Na noite do ocorrido, o garoto estava em casa acompanhado de duas amigas para mostrar seus cachorros de estimação, enquanto os pais cumpriam um compromisso fora. O menino tinha ficado sob a responsabilidade de um tio, que também mora no mesmo condomínio.
Segundo o pai da criança, Murilo Cordeiro de Sousa, a mulher acusou o menino de ter agredido o filho dela no salão de jogos do condomínio horas antes, por volta das 19h. O pai afirma, no entanto, que não houve agressão física por parte do filho. “A câmera do salão de jogos não mostra nenhuma agressão ao menino.”
O ataque à residência ocorreu por volta das 22h. Acreditando que se tratava de crianças chamando para brincar, o garoto desceu para abrir a porta da frente. “No vídeo você vai conseguir compreender tudo o que eu lhe falei, como ela chega já de forma agressiva na minha casa, batendo com força. Meu filho, com minha casa de andar, lá da parte de cima da sacada, fala assim: ‘Ué, é o quê?’, pensando que eram as duas crianças que estavam chamando ele. Foi quando a mulher mostra o rosto e manda ele descer: ‘Desça, desça, desça!’. E aí, então, quando ele desce para abrir a porta, ela já entra puxando a orelha dele, cospe na cara dele e dá um tapa na cara dele.”, detalhou o pai.
A dor e a indignação dos pais
A mãe da criança, Rosiely Sena Oliveira descreveu o impacto emocionado ao retornar para casa e encontrar o filho abalado logo após a agressão. “Sinceramente, eu ter chegado um período depois, ter visto o meu filho no estado que ele ficou. Porque a gente nunca agrediu nossos filhos, nunca a gente falou sequer alto. A gente conversa, a gente orienta, a gente nunca levantou o dedo para o filho. E uma mulher estranha invadir a minha casa, bater no meu filho, coagir, e eu chegar e ver meu filho no estado de nervos que ele estava, chorando, abalado. Nenhuma mãe pensa em passar por isso em algum momento.”, desabafou a mãe.
