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Produtores rurais organizam “desinvasão” de terras ocupadas pelo MST em Andaraí 

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A União Agro Bahia (Unagro) confirmou a realização de uma ação de “desinvasão” em uma propriedade rural localizada em Andaraí, na Chapada Diamantina, com o objetivo de retirar militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que ocupam o local.

A ação está programada para sexta-feira (21/03/2025 e será realizada em uma fazenda pertencente a um pecuarista de Feira de Santana. A propriedade está ocupada por mais de 100 militantes do MST, que alegam que a área está improdutiva. A Unagro afirma que a operação ocorrerá de maneira pacífica, sem confrontos, com a participação de produtores rurais associados.

Escalada das ocupações na região

Nos últimos dias, outras cidades da Chapada Diamantina, como Nova Redenção e Boa Vista do Tupim, também registraram ocupações organizadas pelo MST. As ações do movimento se intensificaram após visita recente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a um assentamento em Minas Gerais, o que reacendeu o debate nacional sobre a reforma agrária e a ocupação de terras.

Posicionamento da Unagro

O presidente da Unagro, Neto Bahia, destacou que a ação busca garantir a devolução pacífica da propriedade ao legítimo proprietário.

“Nosso objetivo é resolver a situação de maneira pacífica, respeitando a legalidade e os direitos de todos os envolvidos“, afirmou Neto. “Trabalhamos para assegurar que as propriedades sejam restituídas sem uso de violência.”

A entidade tem reforçado seu posicionamento em defesa da propriedade privada e da atuação legal das forças de segurança para coibir invasões.

Declarações e contexto das ações recentes

Luciano Andrade, conselheiro da Unagro e produtor rural, relatou o aumento expressivo de invasões nos últimos dias.

“Em apenas um dia, registramos quatro invasões“, afirmou Andrade. “Precisamos de apoio para garantir a segurança e preservar o direito de propriedade.”

Além da Bahia, o MST realizou invasões em Ceará e Espírito Santo, além da ocupação da sede da prefeitura de Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul.

Deputado exige ações do Governo da Bahia contra invasões de terras

O deputado estadual Pedro Tavares (União Brasil) alertou para o crescimento das invasões de terras na Bahia e cobrou uma resposta imediata do Governo Estadual para conter o problema. Em reunião da Comissão de Agricultura da ALBA, Tavares classificou a situação como emergencial e enfatizou que a invasão de propriedade privada é crime, pedindo urgência na proteção aos produtores rurais.

“Estamos diante de uma situação emergencial, e o Governo precisa tomar medidas urgentes para coibir essas invasões. A Comissão tem o dever de proteger o agricultor, que é fundamental para a economia, o desenvolvimento do estado e do país. Precisamos buscar soluções conjuntas com o Governo do Estado, sem partidarizar a questão, mas garantindo a segurança e os direitos dos produtores rurais”, pontuou o parlamentar.

O parlamentar sugeriu uma reunião conjunta entre órgãos do governo e a Assembleia Legislativa para definir medidas concretas de combate às invasões e reforçou a importância de preservar a segurança e os direitos dos agricultores, essenciais para a economia baiana e nacional.

Ações anteriores da Unagro e apoio policial

Na sexta-feira (14/03), a Unagro já havia conduzido uma ação semelhante em Itaberaba, também na Chapada Diamantina, para desocupar terras do produtor Alfredo Bezerra. A operação contou com o apoio da Polícia Militar, que acompanhou a mobilização para garantir a segurança e a ordem.

O vice-presidente da Unagro, Marcos Oliveira de Almeida, reforçou que a entidade continuará mobilizada para impedir novas invasões.

“Não adianta invadir“, afirmou Marcos. “Vamos manter a resistência com apoio crescente de produtores para garantir o direito à propriedade privada.”

Cenário nacional e repercussões

As recentes ações do MST ampliaram a preocupação de entidades ligadas ao agronegócio, que alertam para o aumento das invasões em diversas regiões do país. O tema tem gerado tensão no campo e pressionado as autoridades para atuação mais rigorosa em defesa do direito à propriedade.

Fonte: Revista Oeste

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