A militância atendeu ao chamado do partido para ir às urnas e escolher o presidente de forma democrática, diz Adriano Costa, eleito presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Feira de Santana

Adriano Costa, eleito presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Feira de Santana, falou ao Dia a Dia News sobre sua vitória com 59% dos votos válidos, tornando-se o candidato mais votado nas eleições internas do município.

Adriano destacou que a militância atendeu ao chamado do partido para ir às urnas e escolher o presidente de forma democrática, por meio do voto.

“Esse processo de eleição direta do PT aconteceu não só aqui, mas em todo o Brasil. Foi uma grande mobilização. O PT é um partido que escolhe sua direção e seus presidentes por meio do voto. É um partido de esquerda único na América Latina, porque não tem um comandante, não tem um cacique que decide quem será o presidente municipal. São os filiados e filiadas que escolhem. Então, em Feira de Santana, foi uma votação histórica: 1.245 votos, exatamente. É a maior votação em um processo de eleição do partido no município.”

Sobre sua candidatura, acrescentou:

“Fui eleito com 672 votos, aproximadamente 60% dos votos válidos. E essa também foi a maior votação já registrada para um presidente municipal do partido em nossa cidade.”

O novo presidente do PT aproveitou a oportunidade para agradecer à militância que respondeu ao seu chamado, ao então presidente do partido, Gerinaldo, que conduziu o processo, e à Executiva Municipal, representada por Urânia, Pedro Ludete e Pedro Júlio Micael.

Sobre o processo eleitoral até a votação, Adriano admitiu que foi um período conturbado devido à incerteza sobre sua candidatura:

“Isso foi superado. Era uma questão burocrática que conseguimos resolver. Depois disso, conduzimos o processo de forma muito tranquila. O grande desafio que temos aqui em Feira de Santana é fortalecer a relação da direção do partido com seus filiados e filiadas. O desafio é ampliar esse diálogo e se reaproximar ou aproximar ainda mais da base, para que possamos organizar e fortalecer o partido no dia a dia.”

Ele continuou:

“Não queremos fazer política só em época de eleição. Precisamos discutir com a sociedade de forma diferente. Precisamos, por exemplo, debater a taxação dos super-ricos, que pagam pouquíssimos impostos, enquanto o trabalhador simples, o assalariado, o microempreendedor e os autônomos pagam muito, proporcionalmente ao que ganham. É necessário fazer essa discussão e conectá-la à realidade local. Feira de Santana precisa passar por um processo de transformação.”

Adriano também refletiu sobre mudanças sociais e seus impactos na organização partidária:

“Antes, os trabalhadores eram altamente sindicalizados. Hoje, esse índice caiu muito. Quando havia uma forte sindicalização, as lideranças conseguiam conscientizar, mesmo quem ainda não se via como trabalhador. Hoje, com o enfraquecimento do sindicalismo, isso se perdeu. Também tínhamos movimentos sociais e associações comunitárias de bairro que dialogavam mais com a população. Isso também mudou. Essa transformação no tecido social e político da sociedade brasileira e mundial influencia diretamente na forma como o partido se organiza.” Finalizou.

Com informações de Miro Nascimento

Escrita por Fernanda Martins

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