De acordo com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), o Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia cresceu 3,2% no primeiro trimestre de 2025 em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior. Na comparação com o 4º trimestre de 2024 – eliminando as variações sazonais – houve crescimento de 0,9%.
Pensando no segundo trimestre, que se encerrou no final do mês de junho e ainda não teve os dados computados, Ângelo Almeida, deputado estadual da Bahia (PSB) e secretário estadual de desenvolvimento econômico comentou, em entrevista ao Dia a Dia News, os resultados do primeiro trimestre, já projetando o crescimento para o segundo semestre.
O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico afirmou que a Bahia está colhendo os frutos de muito trabalho e dedicação, destacando dois vetores principais de crescimento e desenvolvimento econômico:
“São dois vetores de crescimento e desenvolvimento da economia. Um deles é o fortalecimento, cada vez maior, da nossa agroindústria, sobretudo do agronegócio, que vem batendo recordes de produção pecuária, tanto na fronteira agrícola do Oeste quanto no Vale do São Francisco e no Extremo Sul da Bahia.”
Sobre o setor industrial, Ângelo acrescentou:
“Temos assistido à implantação de novas indústrias e ao fortalecimento daquelas que já estão instaladas na Bahia, muitas delas, inclusive, com investimentos em ampliação. Isso é constatado nos conselhos que presidimos, tanto o Desenvolve quanto o Bahia Investe, pois aumentou significativamente o número de projetos voltados à implantação e ampliação de atividades existentes, sobretudo aqui em Feira de Santana.”
Questionados sobre a ampliação dos pontos de recarga elétrica para veículos elétricos ou híbridos produzidos pela BYD e quais investimentos estão sendo feitos própria empresa para garantir que os consumidores que adquirirem esses veículos não fiquem sem pontos de recarga durante viagens longas, disse:
“A BYD tem conversado conosco, sentando à mesa para discutir investimentos na ampliação dos pontos de recarga elétrica. Os carros produzidos na Bahia, inicialmente, serão híbridos movidos tanto a combustível quanto a energia elétrica. Esse é o arranjo, o modelo que estamos desenvolvendo.”
Ele concluiu:
“A BYD tem se comprometido e já informou que está elaborando um plano de estudos e um plano de trabalho para equipar as malhas rodoviárias do estado com postos de recarga. Esperamos que, até o final deste segundo semestre, a empresa apresente ao Estado o mapa de onde esses postos estarão localizados. Há também uma parceria com a RISE, que já está trabalhando em uma modelagem de negócios para democratizar e viabilizar a instalação de postos de recarga em todas as regiões do estado, com a participação da iniciativa privada.”
Sobre o “tarifaço” imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Ângelo comentou:
“A Bahia detém o maior complexo químico da América Latina, e a indústria química de base importa insumos dos Estados Unidos. Então, primeiro, precisamos torcer para que não haja um processo de retaliação. Segundo a decisão do presidente Trump, unilateral e que nos pegou de surpresa… temos um corpo diplomático brasileiro muito eficiente, e estamos aguardando os desdobramentos.”
Ele acrescentou:
“Ver o presidente americano atribuir, por exemplo, essa questão ao Judiciário brasileiro é uma interferência absurda. Nosso país é soberano, isso já está mais do que claro e esperamos que o presidente americano seja tomado, pelo menos, por um sentimento de maturidade e reveja sua posição, que é esdrúxula, absurda e, no fim das contas, vai doer no bolso do próprio povo americano.”
Ângelo destacou ainda que o Brasil é o maior produtor de café do mundo e que o impacto será sentido pelo consumidor norte-americano:
“Cerca de 70% do povo americano consome café e vai sentir o impacto ao ter que pagar mais caro. E 80% consome chocolate. O cacau e o café estão escassos no mundo, e o Brasil é o maior produtor desses dois produtos. Então, temos commodities importantes sendo exportadas para os Estados Unidos, e essas medidas terão efeitos também na economia americana.”
Escrita pela estagiária Fernanda Martin, com informações Miro Nascimento. Foto: Divulgação
