Defesa Civil está sempre alerta e tem projeto de ampliação do monitoramento para anteceder graves incidente em eventos climáticos

Antônio José do Rosário, coordenador da Defesa Civil de Feira de Santana, em entrevista a Miro Nascimento, âncora do programa Dia a Dia News, esclareceu sobre a preparação da Defesa Civil para possíveis problemas e o sistema de monitoramento da cidade, com foco em decisões relacionadas a eventos climáticos e precauções de incidentes.

O coordenador afirmou que, atualmente, Feira de Santana está vivenciando um período de neutralidade climática, após um período em que o clima foi influenciado pelos fenômenos La Niña e El Niño.

“Como não estamos sob a influência de nenhum desses eventos, estamos em um período de neutralidade. Por isso, temos a sensação de um inverno normal. Entretanto, a quantidade de chuvas que tem caído no município, neste meio da estação, está abaixo do esperado. Tivemos um volume significativo de chuvas no final do outono, mas agora estamos percebendo uma redução na quantidade de precipitações”, disse.

Sobre os pontos de estrangulamento na cidade e as ações que estão sendo tomadas, o coordenador explicou:

“A Defesa Civil identificou, em média, 50 pontos de acúmulo de água. Esses pontos são mais visíveis durante períodos de chuvas intensas, quando algumas ruas podem alagar. No entanto, o trabalho preventivo realizado pela Defesa Civil, em colaboração com outras secretarias, como a SOMA e a SESP, tem focado na limpeza e manutenção de bueiros e canais de macro e microdrenagem, facilitando o escoamento da água.”

Ele concluiu:

“Também estamos atentos às bacias hidrográficas e sua capacidade de amortização. A Defesa Civil está desenvolvendo um projeto para adquirir pluviômetros, réguas hidrométricas e termômetros, que serão instalados em diversos pontos de Feira de Santana. Isso permitirá o acúmulo de dados para aprimorar nossa atuação preventiva. Assim, caso prevejamos chuvas intensas, poderemos emitir alertas à população.”

Quando questionado sobre a interação da Defesa Civil com as áreas de acesso ao Recôncavo, Agreste, Sertão e os distritos de Humildes e Tomba, Antônio explicou:

“A Defesa Civil utiliza dados de três agências meteorológicas para obter informações. Contudo, é difícil obter resultados precisos devido à localização geográfica de Feira de Santana, que está entre a Zona da Mata e o Agreste, além de sua vasta extensão territorial.”

Ele continuou:

“Atualmente, temos dois pluviômetros instalados, um na região sul e outro na região norte. No entanto, essa quantidade é insuficiente, pois a precipitação na região norte pode ser diferente da região sul. Com o novo projeto, pretendemos instalar pluviômetros em todos os distritos, além de pontos específicos em Feira de Santana, juntamente com réguas hidrométricas e termômetros, para monitorar a temperatura em tempo real.”

Por fim, ele compartilhou as ações que estão sendo desenvolvidas pela Defesa Civil de Feira de Santana:

“Estamos preparando a equipe e, além das visitas que realizamos em resposta às solicitações recebidas através do Fala Feira 156, que são muitas e abrangem questões como imóveis abandonados e edifícios em risco de desabamento, estamos desenvolvendo projetos e mantendo o trabalho preventivo em parceria com outras secretarias da Prefeitura Municipal de Feira de Santana. Isso tem nos permitido, graças a Deus, oferecer respostas rápidas e satisfatórias.”

Escrita pela estagiária Fernanda Martins, com informações Miro Nascimento. Foto: Divulgação

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