Delegado alerta sobre golpes virtuais em Feira

Foto: Carlos Valadares

Os crimes virtuais seguem crescendo em todo o país, e Feira de Santana não está fora dessa realidade. Em entrevista, o delegado Yves Correia fez um alerta à população sobre a variedade de golpes aplicados por meio da internet e aplicativos de mensagens, ressaltando a importância da prevenção e da agilidade para evitar prejuízos.

Segundo o delegado, os criminosos têm se tornado cada vez mais ousados e criativos, utilizando fotos retiradas de redes sociais e números de telefone clonados para enganar as vítimas. “As pessoas precisam redobrar a atenção. Nunca se deve fazer um Pix sem confirmar diretamente com o parente ou a pessoa supostamente envolvida. A facilidade da internet muitas vezes dá uma falsa sensação de segurança”, alertou.

Entre os principais golpes relatados estão o do falso sequestro, em que criminosos fingem manter um familiar como refém para extorquir dinheiro, e o da venda fraudulenta online, comum em plataformas como OLX, em que o golpista simula uma oferta atrativa e exige pagamento antecipado para “garantir” o produto.

“Esses estelionatários se aproveitam do desespero ou da pressa das pessoas. Muita gente acaba caindo em armadilhas porque quer garantir um suposto prêmio ou um bom negócio. Mas infelizmente, ao realizar o Pix, o dinheiro desaparece”, lamentou o delegado.

Ação rápida pode ser decisiva

Yves Correia reforçou que, ao identificar que foi vítima de um golpe, a pessoa deve procurar imediatamente a Polícia Civil e também o banco responsável pela transferência, acionando o Mecanismo Especial de Devolução (MED), previsto pelo Banco Central para casos de fraude.

“O tempo é fundamental. Quanto mais cedo for registrada a ocorrência e comunicado o banco, maiores as chances de recuperar os valores. Isso porque os golpistas costumam transferir rapidamente os recursos para diversas contas de laranjas, dificultando o rastreamento”, explicou.

O delegado também destacou que, embora existam recursos como a quebra de sigilo bancário e o rastreamento de contas, esse tipo de investigação demanda tempo, envolvimento do Judiciário e cooperação com instituições financeiras.

Experiência pessoal e atuação interestadual

Durante a entrevista, Yves Correia relatou que, ao assumir a delegacia de Feira de Santana, ele mesmo foi vítima de uso indevido de imagem. “Pegaram minha foto e começaram a divulgar na internet, vendendo carros e motos. Quando identificamos a origem, era um grupo do Amapá. Ou seja, mesmo estando em outro estado, esses criminosos conseguem aplicar golpes em qualquer lugar”, relatou.

O caso reforça a necessidade de atuação conjunta entre as polícias de diferentes estados. “Por isso é importante manter um contato direto com outros órgãos de segurança. Os golpes não têm mais fronteiras e exigem uma resposta integrada”, finalizou o delegado.

Por Mayara Nailanne,

Com informações: Miro Nascimento

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