Jerônimo também criticou duramente manifestações que, segundo ele, trataram o tarifaço como uma derrota do governo federal e chegaram a comemorar os prejuízos comerciais. “Fico triste quando vejo pessoas rezando para que as tarifas caiam sobre o país. Isso é remar contra o trabalhador brasileiro. Isso não é patriotismo. Isso é egoísmo travestido de opinião política”, lamentou.
O governador afirmou que o momento exige maturidade, união institucional e pensamento estratégico. “Não podemos permitir que a Bahia pague essa conta sozinha. E não vamos cruzar os braços. Vamos buscar o diálogo, mas também pressionar”, garantiu.
Expectativa – A expectativa do governo é que o Ministério da Fazenda reforce a interlocução com os Estados e atue junto à diplomacia brasileira para reverter ou mitigar os efeitos da medida. Há também esperança de que as negociações bilaterais com os Estados Unidos, que passam por reavaliação após as eleições presidenciais americanas, incluam o tema comercial como prioridade.
Até lá, o grupo de trabalho baiano pretende apresentar propostas para manter a atividade econômica nos setores afetados. Entre as medidas estudadas estão a expansão de mercados alternativos na América Latina e Europa, incentivos estaduais ao escoamento interno e uma campanha de valorização dos produtos baianos no mercado nacional.
“A Bahia sempre foi um estado resiliente, de gente que trabalha, planta, produz e sonha. E é com esse espírito que vamos enfrentar mais esse desafio”, finalizou Jerônimo.
Fonte: Tribuna da Bahia Foto: Divulgação