A Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que proíbe totalmente a fabricação, comercialização, importação, exportação e uso de coleiras que causem choques elétricos ou dor física em animais domésticos.
De acordo com a proposta, a vedação será válida independentemente da finalidade do equipamento, incluindo casos de adestramento, controle comportamental ou inibição de latidos.
Após a aprovação do projeto de lei que proíbe o uso de coleiras eletrônicas, o adestrador Marcelo Azevedo, em entrevista ao Dia a Dia News, comentou o assunto.
Contrário ao uso de colares eletrônicos e adepto de outros métodos de treinamento, Marcelo disse trabalhar com o chamado “adestramento inteligente de equilíbrio dos reforços”.
“É possível treinar um cão sem precisar usar colar eletrônico. Mas há profissionais que resistem e insistem em utilizar esse equipamento como estímulo para alcançar algum resultado, como correção ou até indução de agressividade. Há meios de adestrar seu cão utilizando o adestramento inteligente”, afirmou.
Ele acrescentou que recentemente treinou um cão da raça rottweiler, de oito anos, cujos donos estão se mudando para fora do país, utilizando apenas métodos positivos.
“Ele vai viajar de avião já adestrado e até recebeu laudo comprovando que não oferece risco. Não utilizei colares eletrônicos, apenas o método do adestramento inteligente. O animal não precisa sofrer para aprender; ele deve aprender por meio de estímulos positivos, reforçando comportamentos desejados”, explicou.
Sobre a venda desses equipamentos e o acesso a eles, Marcelo concluiu:
“Aqui em Feira de Santana não são encontrados à venda em pet shops. A comercialização ocorre apenas no mercado paralelo. Se você for hoje a qualquer loja do ramo, não vai encontrar colar eletrônico.”
Escrita pela estagiária Fernanda Martins, com informações Miro Nascimento. Foto: Divulgação
