Expofeira 2025: Sustentare atua em três turnos para manter parque limpo e reforça coleta seletiva

Foto: Miro Nascimento

A preparação do Parque de Exposições para a Expofeira 2025 envolve um trabalho intenso de limpeza e logística coordenado pela Sustentare, empresa responsável pela coleta e destinação de resíduos em Feira de Santana. De acordo com o superintendente Sérgio Roger, a operação é realizada em três turnos, funcionando 24 horas por dia durante todo o evento.

“Temos até três equipes atuando dentro do parque. Pela manhã, fazemos o repasse; à tarde e à noite, reforçamos a limpeza por conta do grande público; e durante a madrugada entramos com um mutirão, como se fosse a Micareta, para entregar o parque limpo no dia seguinte”, explicou Roger.

Além do trabalho contínuo, a Sustentare reforça a coleta seletiva no espaço, em parceria com a Prefeitura de Feira de Santana. Foram instalados contêineres e papeleiras em pontos estratégicos para facilitar o descarte correto. “Na Expofeira do ano passado, a população colaborou muito. As pessoas enxergaram esses pontos de coleta e isso ajudou a manter o parque mais limpo”, ressaltou.

A operação também contempla os cuidados com os resíduos gerados pelos animais expostos no parque, com a instalação de caixas coletoras específicas para este fim.

Apoio a catadores e economia circular

Segundo o superintendente, a coleta seletiva no evento tem ainda um impacto social importante, beneficiando associações de catadores de materiais recicláveis. “Estamos falando de algo que para muitos é lixo, mas que para eles é uma fonte de renda muito importante. É economia circular: reduz custos para a Prefeitura com destinação final e gera renda para outras famílias”, destacou.

Assim como na Micareta de Feira, os catadores terão apoio logístico da Sustentare. “A parte mais cara para eles é o transporte. Então ajudamos na coleta e no encaminhamento para as centrais. É um trabalho conjunto com a Prefeitura”, completou.

Outro eixo da ação é a conscientização do público. Cinco orientadores ambientais circulam pelo parque realizando atividades educativas de forma lúdica, principalmente com crianças. “Quando uma criança entende que determinado resíduo deve ir para a coleta seletiva, ela automaticamente cobra dos pais. Não tem cobrança melhor do que a de um filho”, observou Roger.

Para ele, a Expofeira é também uma vitrine de educação ambiental. “É um momento de negócio, de diversão, mas também de aprendizado. A Prefeitura conseguiu equilibrar isso no ano passado e vamos reforçar esse trabalho em 2025”, afirmou.

O superintendente lembrou que a mudança de comportamento também atinge comerciantes e trabalhadores que atuam no evento. “O principal exemplo vem do que estamos fazendo. Quando o comerciante vê o sistema funcionando, ele adere. Isso é fruto de informação e conscientização. E a imprensa tem um papel essencial nesse processo”, concluiu.

Por: Mayara Nailanne

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