Nos corredores movimentados da 46ª Expofeira de Feira de Santana, entre tantos estandes que exaltam a cultura e a produção local, um deles chama atenção pelo cuidado nos detalhes e pela delicadeza do trabalho: é o estande do artesão Alexandre de Paula, que junto com sua esposa, expõe peças de crochê feitas à mão com dedicação e originalidade.
Integrante do projeto do SESOL – Serviço de Economia Solidária, Alexandre representa um dos mais de 40 empreendimentos que participam da feira promovendo a arte, a cultura e, claro, a geração de renda.
“Nosso crochê é um crochê diferenciado. Cada peça é única, feita com muito carinho e amor. A pessoa que compra uma peça nossa leva para casa uma relíquia. Não repetimos modelos, porque cada peça tem sua identidade”, afirma o artesão.
O estande, localizado ao lado do pavilhão de caprinos e ovinos, faz parte da ala de economia solidária, que reúne diferentes segmentos: crochê, madeira talhada, comidas típicas, bijuterias e produtos para crianças. Tudo feito por mãos locais, com material da região e muito afeto.
Alexandre destaca a importância do apoio do SESOL na valorização da cultura e na sobrevivência do artesanato em um mundo cada vez mais industrializado:
“O SESOL tem um papel fundamental. Ele está sempre nos apoiando, levando os artesãos, tanto os mais jovens quanto os mais experientes, para eventos e feiras como essa. É uma forma de divulgar nossa arte e manter viva a nossa cultura.”
Ele também ressalta que, além de fonte de renda, o artesanato funciona como terapia e forma de resistência:
“Só faz artesanato quem ama. E quem compra, leva mais que um produto – leva uma história, leva um pedaço da nossa cultura. A indústria está aí, tomando espaço, mas nosso trabalho tem alma.”
E para encerrar, Alexandre deixa um convite especial:
“Quero convidar todo mundo que vem à Expofeira a visitar nosso estande. Estamos ao lado do pavilhão de caprinos, com mais de 40 artesãos prontos pra te receber com um sorriso, um cafezinho e o melhor do nosso artesanato. Venha conhecer, valorize o que é nosso e leve um pedacinho da nossa história pra casa.”