Condenado por sequestro e morte de Eloá, Lindemberg é apontado como ‘preso exemplar’

A vida de Lindemberg Alves, condenado pelo assassinato de Eloá Pimentel, despertou novamente atenção com um novo documetário da Netflix sobre o crime, além do sucesso de “Tremembé”, da Prime Video, que traz histórias do “presídio dos famosos”.  Atualmente, Lindemberg cumpre pena em regime semiaberto, mantendo rotina de estudos e trabalho dentro da penitenciária.

Condenado inicialmente a 98 anos e 10 meses por homicídio qualificado, cárcere privado, tentativa de homicídio e disparos com arma de fogo, sua pena foi reduzida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em 2013. O juiz determinou que Lindemberg cumprirá 39 anos e três meses de prisão.

Segundo sua defesa, ele nunca deixou de participar das atividades disciplinares e teve 109 dias de pena abatidos pelo juiz José Loureiro Sobrinho, da comarca de São José dos Campos. Além disso, comprovou envolvimento em trabalhos internos e completou um curso de empreendedorismo oferecido pelo Sebrae.

Em nota, a advogada Márcia Renata destacou que o detento mantém “comportamento exemplar” e seguirá com esta conduta para que a pena seja reduzida conforme previsto na Lei de Execução Penal. Lindemberg foi inicialmente transferido para o regime semiaberto em 2021, teve o pedido revogado, e, em 2022, a progressão foi oficialmente concedida. Com isso, ele tem direito às chamadas “saidinhas” em feriados específicos.

Relembre o crime

O assassinato de Eloá ocorreu em outubro de 2008, em Santo André. Na época, Lindemberg tinha 22 anos e Eloá apenas 15. O criminoso manteve a jovem refém por cinco dias, enquanto realizava negociações com a polícia para sua soltura. A operação policial, considerada posteriormente como “mal-sucedida”, terminou com a morte da adolescente. Lindemberg só foi condenado quatro anos depois.

Eloá e Lindemberg haviam iniciado o relacionamento quando a jovem tinha 12 anos. Nos dois anos seguintes, mantiveram um namoro instável. Um mês antes do crime, Lindemberg havia terminado o relacionamento, mas buscou reatar, enquanto Eloá decidia manter distância.

No dia 13 de outubro, a adolescente voltou do colégio acompanhada dos amigos Iago, Nayara e Victor, que ficaram em sua casa para trabalhar em um projeto escolar. Enquanto os meninos mexiam no computador, as meninas preparavam o almoço. Foi nesse momento que Lindemberg invadiu a residência, armado, mantendo os quatro como reféns, mas liberando os garotos no mesmo dia. No dia seguinte, Nayara foi libertada, mas Eloá permaneceu em cárcere.

Durante as negociações, Nayara chegou a retornar ao apartamento e presenciar a morte da amiga, sobrevivendo ao ataque. A polícia, em meio a cobertura intensa da mídia e presença de uma multidão na rua, apresentou um documento garantindo que o sequestrador não seria ferido se se entregasse, conforme exigência de seu advogado. No entanto, à noite, o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) invadiu o local e deteve Lindemberg, que, antes, disparou contra Eloá e baleou Nayara.

Eloá foi levada ao hospital viva, mas inconsciente. Cinco dias depois, em 18 de outubro de 2008, a morte cerebral da adolescente foi confirmada.

Fonte:Jornal Correios Foto:Divulgação

Related posts

Moraes permite que Bolsonaro deixe prisão domiciliar para atendimento odontológico

PRF apreende 2,7 mil ampolas de tirzepatida em Feira

Bolsonaro pede ao STF autorização para atendimento odontológico com a nora