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Unagro comemora avanços em investigação sobre abate clandestino e furtos de gado no Recôncavo Baiano

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O presidente da União dos Agropecuaristas da Bahia (Unagro), Luís Bahia Neto, afirmou que os produtores rurais da região do Recôncavo Baiano já estão colhendo os resultados das investigações contra o abate clandestino e o furto de gado. Em entrevista, ele destacou o fechamento de estabelecimentos e as prisões de envolvidos em uma rede criminosa que atuava na compra e venda de carne sem origem comprovada.

“Nós tivemos, há cerca de 20 dias, dois estabelecimentos fechados em Salvador, que estavam comprando carne sem origem confirmada — possivelmente fruto de receptação criminosa. Na semana passada, um açougue no Recôncavo também foi fechado por comercializar carne com procedência desconhecida. Nessas operações, houve prisões e alguns suspeitos continuam foragidos”, informou Luís Neto.

Entre os procurados está, segundo ele, um vaqueiro de uma fazenda na região de Candeias, acusado de repassar informações sobre propriedades com gado em locais de fácil acesso para furtos.


Reforço nas investigações e apoio da Unagro

Na última semana, representantes da Unagro se reuniram com o subsecretário da Segurança Pública da Bahia, Dr. Marcel, para pedir o reforço das investigações e oferecer apoio técnico.

“Nos colocamos à disposição da polícia com informações e dados de monitoramento das propriedades que já estão sob vigilância no Recôncavo. Nosso objetivo é contribuir com o êxito das investigações e com a segurança rural”, destacou o presidente.

Luís Neto explicou que o crime de furto e abate clandestino de gado funciona em cadeia, envolvendo desde informantes até comerciantes que compram a carne ilegalmente.

“O crime só acontece porque há quem compre o produto roubado. É uma corrente: alguém dá a dica, outro executa o crime e outro recebe a carne para revender. À medida que a polícia prende os envolvidos, as investigações revelam mais elos dessa cadeia, o que ajuda a enfraquecer o esquema”, disse.


Impactos e surpresas nas investigações

Segundo Neto, produtores rurais têm se surpreendido com o envolvimento de pessoas próximas, como funcionários e vaqueiros, nas ações criminosas.

“Imagine o impacto para um proprietário descobrir que o próprio funcionário facilitava o roubo do gado. Essas surpresas têm acontecido, e é fundamental elucidar os casos para desarticular de vez essa prática que vem prejudicando a economia do Recôncavo”, afirmou.


Situação em Feira de Santana e região

O presidente da Unagro informou que os casos mais recorrentes de abate e furto de gado ocorrem no Recôncavo, mas que a região de Feira de Santana também tem registrado crimes semelhantes, com modus operandi diferente.

“No Recôncavo, o gado é abatido antes do furto. Já em Feira de Santana, Antônio Cardoso, Jaguara e Anguera, o gado tem sido levado vivo. São crimes distintos, mas ambos graves”, explicou.

A Unagro tem orientado os produtores rurais a registrarem boletim de ocorrência e a colaborarem com as autoridades.


Para fortalecer a segurança no campo, a entidade desenvolve um projeto de videomonitoramento das propriedades rurais do Recôncavo.

“O mapeamento da região já está em execução, com orçamento e planejamento técnico definidos. Além disso, temos o sonho de implantar uma patrulha rural, semelhante à que funciona em Piau, com viaturas equipadas e conectadas às câmeras das fazendas em tempo real”, revelou.

A ideia é que as viaturas atuem de forma integrada com as delegacias, recebendo imagens das propriedades enquanto circulam pelas zonas rurais.

“Essas viaturas terão acesso à internet das propriedades, o que permitirá acompanhar as imagens em tempo real. Quando saem de uma fazenda, perdem o sinal, mas retomam a conexão ao entrar na próxima. Isso vai garantir uma cobertura constante das áreas monitoradas”, detalhou.


“A meta é fortalecer a segurança no campo, proteger o produtor rural e impedir que o crime continue ameaçando o desenvolvimento do Recôncavo Baiano”, concluiu Luís Bahia Neto.

Com informações: Miro Nascimento

Por: Mayara Nailanne

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