Assinatura para construção do Hospital de Oncologia marca momento histórico em Feira de Santana

Foto: Carlos Valadares

Feira de Santana vive um dos momentos mais simbólicos de sua história recente com a assinatura do convênio para a construção do novo Hospital Baiano de Oncologia, que funcionará no complexo da Santa Casa de Misericórdia. A iniciativa, celebrada por autoridades, empresários e representantes de entidades produtivas, marca um avanço decisivo na estrutura de assistência em saúde da região.

O presidente da CDL e representante do movimento empresarial, Juscelino Brito, destacou a união de esforços e o peso da conquista para o município:
“Feira de Santana está em um momento de alegria. A assinatura da construção do Hospital de Oncologia faz toda a diferença. As entidades unidas, a CDL, indo para Brasília, buscando um objetivo comum… Esse momento está sendo revestido em realidade. Imagine quanto esse equipamento vai salvar vidas e destravar o sofrimento de quem precisa ir a Salvador para tratamento. É além de bandeira política, é amor por Feira.”

Brito ressaltou ainda o papel decisivo de lideranças políticas na consolidação do projeto.
“Eu agradeço ao deputado Zé Neto, ao prefeito José Ronaldo e ao governador Jerônimo por essa sensibilização. É um momento histórico para Feira de Santana.”

O secretário de Desenvolvimento Econômico e deputado estadual Ângelo Almeida reforçou que o novo hospital é resultado direto do alinhamento entre classe produtiva e forças políticas.

“A pujança da economia feirense vem desse sentimento de união. Fruto da iniciativa dos empresários, da CDL, Associação Comercial, Associação das Indústrias, e também da classe política, na missão em Brasília. As sementes foram plantadas e agora estão sendo colhidas rapidamente.”

Para ele, a relação institucional entre governo estadual e prefeitura simboliza uma mudança positiva no modo de fazer política:
“O que Jerônimo e José Ronaldo estão mostrando à sociedade é o exemplo da nova política. Primeiro vem o povo, depois as querelas partidárias. Cada um tem seu partido, mas o que importa mesmo é servir à sociedade.”

O deputado estadual Robson Almeida reforçou o caráter histórico do anúncio:
“Hoje é um dia histórico para Feira de Santana e para a Bahia. Será construído o primeiro hospital público de oncologia deste período. O Aristides Maltez é referência, mas esse novo equipamento vai ampliar o acolhimento de pacientes dessa enfermidade tão desafiadora.”

Ele explica que a unidade terá impacto direto no desafogo da rede e no tratamento de dezenas de municípios:
“Feira já tem o NACOM, que atende mais de 80 municípios. Mas nenhuma cidade dispõe de um hospital oncológico como o que será implantado aqui. Seremos o centro do tratamento oncológico de toda a Bahia.”

A secretária Sandra Peggy, que atuou por 19 anos na Santa Casa, ressaltou a emoção e o simbolismo da conquista:
É a realização de um sonho. Quem ganha é Feira de Santana e toda a macro-região Centro-Leste. A Santa Casa, com 166 anos, já tem história com o UNACOM, que é referência. Agora, com o hospital, continuaremos salvando vidas.”

Ela lembrou que o embrião de todo o projeto foi a instalação do NACOM, em 2008:
“O ponto inicial foi o UNACOM. E agora esse avanço enorme chega para transformar ainda mais o atendimento.”

Ex-provedor da Santa Casa e atual prefeito, José Ronaldo, exaltou o impacto regional do novo hospital:
“É um convênio muito importante. A Santa Casa poderá construir um hospital totalmente dedicado à oncologia. Isso é um momento muito importante não só para Feira, mas para toda a região.”

Ele lembrou que a unidade atual já recebe pacientes de diversos pontos da Bahia:
“São 70 municípios que convergem para a Feira para fazer tratamento. Essa ampliação é muito importante mesmo, porque infelizmente cresce cada dia o número de pessoas que precisam desse tipo de atendimento.”

A maior obra desde o Hospital Dom Pedro

Encerrando, o secretário Rodrigo reforçou a dimensão histórica da obra:
“Ao lado do Hospital Dom Pedro, essa é a maior obra da história da Santa Casa em seus 166 anos. O Dom Pedro é uma obra-prima, mas este novo hospital será totalmente voltado à oncologia. Estou muito feliz.”

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