Ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro e condenado a 24 anos por envolvimento na trama de golpe de Estado em 2022, Anderson Torres pediu ao ministro Alexandre de Moraes o registro de parentes e amigos para visitas regulares no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.
Único condenado pela tentativa de golpe a cumprir pena no complexo prisional, Torres relacionou oito pessoas no documento enviado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF): as três filhas, Ana Júlia, Ana Carolina e Ana Paula, a esposa, Flávia Michele, o pai, João Torres Filho, a irmã Patrícia e os amigos Bráulio do Carmo Vieira de Melo e Gabriel Machado de Araújo.
Na petição, o ex-ministro de Bolsonaro solicita “autorização para que os visitantes acima indicados sejam cadastrados e possam ingressar regularmente na unidade prisional” e a “expedição de comunicação oficial à direção do estabelecimento prisional, para que proceda ao cadastramento e liberação dos nomes”. Moraes ainda não se manifestou sobre o pedido.
Regime fechado
Anderson Torres foi recolhido ao Complexo Penitenciário da Papuda após o trânsito em julgado da ação penal 2.668. Ele foi condenado por tentativa de golpe de Estado e crimes contra o Estado Democrático de Direito e deverá cumprir regime inicial fechado por determinação de Moraes. O ministro também decretou a perda do cargo de delegado da Polícia Federal (PF), suspensão dos direitos políticos e inelegibilidade pelo prazo de oito anos.
Na Papuda, Anderson Torres ocupa uma área coberta de 54,76 metros quadrados, com quarto, banheiro, lavanderia, cozinha, sala e uma área externa de 10,07 metros quadrados. Ele tem à sua disposição uma geladeira, chuveiro com água quente, armários, cama de casal e TV.
Fonte: Metrópoles Foto:Divulgação
