Antônio Tadeu Soares Cedraz, presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Feira de Santana (SECOFS), em entrevista ao programa Dia a Dia News, explicou como ficará o funcionamento do comércio no mês de dezembro e comentou também sobre contratações.

Ele afirmou:
“Estamos atentos à conversa com os comerciantes. Sobre as convenções 2026, Cedraz afirma : já tivemos umas três ou quatro reuniões, mas ainda não chegamos a um consenso. A questão está travada em 0,5%, e não conseguimos avançar. Há também alguns feriados, este ano são muitos caindo na quinta, sexta-feira, ou segunda-feira… Temos ouvido muito os comerciários, muitos pedidos e reclamações, e não vamos abrir mão desses feriados no meio da semana, principalmente na segunda-feira.”
Ele continua:
“Nesses dias que antecedem o Natal, abriremos até as 20h. Mas, nesta semana, faremos muitas fiscalizações após esse horário, pois há lojas que ficam abertas até 20h30. Essa justificativa de que ‘enquanto tiver cliente dentro da loja, pode ficar’ não funciona bem assim. Questão de 10, 15 minutos, tudo bem; mas meia hora, uma hora a mais, não. Temos que ter muita atenção nisso. No sábado, o horário normal vai até as 14h, mas agora segue até as 17h. No domingo, até as 14h.”
Sobre as contratações, ele destacou:
“É uma oportunidade de fim de ano para o pessoal que está desempregado em Feira, além da mão de obra de todas essas cidades vizinhas. No final de ano muitos vêm com boa vontade, se qualificam. Hoje não há tanta dificuldade para fazer um curso de vendas e se especializar. Temos sempre orientado nesse sentido. Existem treinamentos e empresas que fazem esse papel de orientar os comerciários. E muitos chegam com tanta boa vontade, com tanto gás, que às vezes as empresas acabam ficando com eles.
Cedraz concluiu explicando sobre a carga horária:
“A carga é de 44 horas, mas batemos muito na tecla de que o horário precisa ser definido de forma linear, e não nessa situação de cada um interpretar as 44 horas como quer. Porque se a loja abre às 9h, pode fechar às 19h e cumprir as 44 horas. No sábado, alguns dizem que abrem às 9h, outros às 9h30, para fechar 13h30 ou 14h. Eu digo: até aí é normal. Agora, no final do ano, por ser época de Natal, há esses horários ampliados e entra a questão do banco de horas, que é injusto. É lei, mas é injusto para o trabalhador.”
Questionado sobre se o e-commerce pode atrapalhar as contratações, Antônio afirmou ainda que os empresários de Feira de Santana precisam se reinventar para não perder espaço para esta modalidade.
“Os empresários precisam se reinventar. Por que o e-commerce consegue vender esses produtos mais baratos? Por que o mercado online é mais barato? O empresário local não tem como competir comprando e tentando forçar as indústrias a reduzir os preços ? Se as indústrias praticam preços reduzidos para distribuidores intermediários, por que não para as lojas? Falta mais força das associações, da CDL, para fazer esse movimento. Todo mundo precisa vender, claro, mas de forma justa.”
O empresário Júnior Import, em contraponto às afirmações do presidente do SECOFS sobre os preços da indústria, declarou:

“Ele fala com muita propriedade ao dizer que nós comerciantes poderíamos forçar a indústria a reduzir preços. Mas quero lembrar que, como comprador direto de indústria há muitos anos e outros também, não conseguimos. Mesmo comprando em maior quantidade, buscando preços melhores, não temos como competir.”
O empresário finalizou:
“Nem mesmo hoje as grandes redes conseguem competir com o e-commerce. Isso precisa ser investigado, precisa ser estudado. Creio que a Receita Federal e o governo deveriam agir mais firmemente nessa questão, porque há preços que simplesmente não têm como acompanhar.”
Escrita pela estagiária Fernanda Martins, com informações Miro Nascimento. Foto:Divulgação
