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Superintendência de Trânsito inicia megaoperção de fim de ano em Feira de Santana

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A Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) de Feira de Santana iniciou, oficialmente, a operação especial de fim de ano. Segundo o superintendente Ricardo Cunha, o planejamento já está em execução e terá início intensificado a partir de segunda-feira, especialmente no Centro de Abastecimento e no Centro da cidade, áreas de maior fluxo devido ao período de compras.

Cunha explicou que os problemas registrados durante o São João serviram de alerta para evitar novos engarrafamentos, como os que ocorreram na Presidente Dutra, BR-324 e na Nóide Cerqueira. “Precisamos planejar com antecedência para não sermos pegos de surpresa novamente”, afirmou.

Mudanças no Centro da Cidade

Entre as principais ações está a reorganização do tráfego no Centro. A SMT já começou a substituição de placas, delimitação de áreas e implantação de pontos de parada. O objetivo é reduzir drasticamente as filas duplas, consideradas hoje um dos maiores transtornos na região.

“As pessoas terão onde parar, mesmo sem poder estacionar. Isso praticamente elimina a fila dupla no Centro”, destacou Cunha.

Além disso, a operação prevê dobrar o número de agentes de trânsito atuando diariamente na região central. O superintendente ressalta que a intenção não é aumentar o número de multas, mas garantir a fluidez e a segurança.
“Nossa meta é ordenar o trânsito. A presença do agente inibe as infrações”, pontuou.

Outro ponto crítico é o Feiraguay, tradicional polo comercial que atrai milhares de consumidores no fim do ano. Cunha afirma que já iniciou conversas com comerciantes para buscar soluções conjuntas.

“O espaço físico é insuficiente para o volume de visitantes. A conscientização terá de partir também dos comerciantes”, disse.
A SMT deve lançar campanhas incentivando os consumidores a evitarem ir de carro ao Feiraguay, utilizando transporte alternativo para diminuir o congestionamento.

Gargalos na cidade: Artemia Pires, Iguatemi, Fraga Maia e outros

Cunha reconheceu que Feira possui diversos gargalos estruturais, como as avenidas Artemia Pires, Iguatemi, João Durval Carneiro e Fraga Maia. Ele destacou que algumas vias precisam de grandes intervenções, enquanto outras exigem redução do volume de veículos.

Sobre a Artemia Pires, o superintendente ressaltou a importância da obra de infraestrutura recentemente anunciada.
“Só o prefeito José Ronaldo teria a coragem de iniciar essa intervenção tão esperada”, avaliou.

No caso da Fraga Maia, por exemplo, Cunha afirma que a solução não está em ampliar vias.
“Não há espaço para grandes intervenções. O caminho é reduzir a quantidade de veículos circulando”, disse.

Cunha reforçou que a mobilidade urbana depende, sobretudo, de uma mudança cultural. Ele citou que, no Brasil, a média é de uma pessoa por veículo, o que torna o trânsito insustentável.

“Temos que abandonar a ideia de que ir de carro sozinho é sempre a melhor opção. Isso exige educação, informação e mudança de comportamento”, enfatizou.

A SMT mantém campanhas educativas permanentes em rádios e meios de comunicação, mas Cunha reconhece o desafio.
“Depois dos 18 anos, mudar comportamento é difícil. Mas eu acredito no povo de Feira de Santana”, afirmou.

O superintendente também comentou sobre a implantação da “direita livre”, já presente em alguns pontos da cidade. Segundo ele, a aceitação tem sido muito positiva, e novas instalações estão previstas, inclusive na Artemia Pires. “Feira merece esse tipo de solução, que melhora a acessibilidade e facilita o deslocamento”, concluiu.

Com informações: Miro Nascimento

Por: Mayara Nailanne

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