Durante a entrega do novo teatro instalado dentro de uma universidade em Feira de Santana, o secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, destacou a importância da integração entre educação e cultura como instrumentos de emancipação humana. O equipamento cultural, recém-inaugurado, deverá atender tanto às demandas acadêmicas quanto à ampliação das atividades artísticas na região.
“O que estamos fazendo aqui é uma entrega simbólica e estrutural muito importante: um teatro dentro de uma universidade, que representa de forma exemplar essa ligação entre educação e cultura. São duas áreas que promovem a emancipação humana”, afirmou o secretário.
O novo teatro servirá para formaturas, aulas magnas, palestras, seminários e formações, mas também será um espaço dedicado à circulação da produção cultural de Feira de Santana, do Portal do Sertão e de toda a Bahia. Segundo Monteiro, o município tem um papel estratégico no cenário estadual.
“Feira dialoga com a Bahia inteira. O que acontece aqui reflete em outras regiões. Este equipamento chega em boa hora, porque a cidade tem essa necessidade. O Teatro Amélia Amorim já é um espaço muito vivo para a cultura local, e o Centro de Convenções, inaugurado há um ano, recebeu mais de 73 mil pessoas em eventos culturais, corporativos e de turismo de negócios. Isso comprova o potencial gigante da cidade”, destacou.
Ainda durante a cerimônia, um show de uma jovem artista feirense — que estourou há cinco anos e hoje é destaque nacional, indicada ao Grammy Latino — reforçou, segundo o secretário, a permanente renovação da cultura baiana.
“A cultura está sempre se reinventando. É muito bom podermos oportunizar novos palcos e templos para que essa criatividade floresça cada vez mais.”
Questionado sobre como a Secretaria de Cultura está se preparando para 2026, ano marcado por eleições, Copa do Mundo e um calendário institucional reduzido, Monteiro afirmou que a cultura seguirá sendo protagonista na Bahia.
“A cultura dá o tom da Bahia. As pessoas vêm pelas belezas naturais, pela culinária, pela alegria do povo, mas o que faz quererem voltar e trazer outras pessoas é a nossa cultura. É isso que movimenta a economia criativa, o turismo, os negócios e diversos setores produtivos. Por isso, a cultura estará cada vez mais presente. Ela gera pertencimento, entretenimento, desenvolvimento e emprego para o povo baiano”, reforçou.
Bruno Monteiro também destacou o processo de interiorização das políticas culturais promovido pelo governo do estado sob a gestão do governador Jerônimo Rodrigues. Segundo ele, o objetivo é descentralizar recursos, equipamentos e oportunidades.
“O governo tem feito da democratização da cultura uma marca. Hoje, mais de 70% dos investimentos da Secretaria de Cultura são destinados ao interior. Estamos fortalecendo regiões com cotas, equipamentos culturais e políticas que chegam direto ao que movimenta a cultura nos territórios. Isso é territorialização de verdade: pensar no pertencimento, na relação das pessoas com o lugar onde vivem — e ninguém traduz isso melhor do que a cultura”, explicou.
O secretário reforçou que a expansão de espaços culturais é fundamental para essa política:
“A fruição cultural precisa de lugares para acontecer. Estamos aqui mostrando o quanto acreditamos nesses investimentos.”