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Levy Maia destaca papel histórico e social das filarmônicas na formação cultural brasileira

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Com mais de um século de história, as filarmônicas seguem desempenhando um papel fundamental na construção cultural, social e educacional do Brasil. Segundo Levy Maia, falar sobre filarmônicas é revisitar pelo menos 130 anos de cultura no país, remontando ao final do século XIX, período em que o ensino de música começou a se intensificar na sociedade brasileira.

“Muitas filarmônicas surgiram antes mesmo da formação oficial das cidades. Eram povoados, e já existia ali um processo organizado de ensino musical”, explicou. Para Levy Maia, a importância dessas instituições vai muito além da música. Elas representam espaços de convivência social, formação cultural, disciplina e educação, especialmente para crianças e jovens que passam a ter contato com esse universo.

O envolvimento das novas gerações, segundo ele, é algo que chama atenção. “Muitos jovens parecem ter uma conexão antiga com essa música, como se já a conhecessem. Isso mostra o quanto essa tradição está enraizada na nossa cultura”, afirmou.

Levy Maia também ressaltou a necessidade de ampliar a divulgação da produção musical local, que muitas vezes não encontra espaço na grande mídia. “É fundamental difundir a cultura e a música que são feitas na nossa região, criadas aqui no Brasil, em Feira de Santana, em Irará e em tantos outros municípios. Precisamos expor isso aos jovens e formar novas plateias, garantindo acesso a esse conhecimento”, destacou.

Irará é citada por Levy Maia como um exemplo de município que mantém viva a tradição cultural. Além da filarmônica, a cidade abriga diversos grupos artísticos, como grupos de chula, pisadinha, samba e a tradicional charanga de Irará, conhecida em toda a região por seu repertório diversificado e de forte identidade local.

“Cada apresentação é uma tentativa de tocar o coração das pessoas. A música não leva apenas som, ela leva pertencimento, identidade e fortalece os laços da sociedade com a própria cultura”, concluiu.

A valorização das filarmônicas e dos grupos tradicionais reforça a importância de políticas e iniciativas que garantam a continuidade dessas manifestações, mantendo viva uma herança cultural que atravessa gerações no interior da Bahia.

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