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Diretor do SEST SENAT destaca impactos do alto custo da CNH e defende educação no trânsito e exame toxicológico

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O alto custo para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) continua sendo um dos principais obstáculos para trabalhadores que dependem do documento para garantir o próprio sustento. Em Feira de Santana, o diretor do SEST SENAT, Daniel Corrêa, ressaltou que a instituição tem atuado como parceira da sociedade ao oferecer suporte por meio de projetos voltados à inserção no mercado de trabalho e à formação de condutores.

Segundo Daniel, há anos o SEST SENAT desenvolve iniciativas que custeiam mudança de categoria da CNH para trabalhadores do transporte, além de projetos já executados de primeira habilitação. Com as recentes mudanças nas resoluções que regem o processo de habilitação, a instituição estuda ampliar ainda mais sua atuação.

“Com esse novo regramento, possivelmente iremos entrar também no núcleo de formação de condutores. Vamos estruturar uma equipe para auxiliar os profissionais e a sociedade como um todo na obtenção da CNH”, afirmou.

Daniel Corrêa destacou que, como gestor, evita emitir opinião pessoal sobre decisões normativas, mas reconhece que o custo da CNH sempre foi muito alto e que a sociedade acabava penalizada por isso. Para ele, a redução de custos pode trazer um impacto financeiro positivo, principalmente para quem depende da habilitação para trabalhar.

No entanto, o diretor alerta para possíveis efeitos negativos do ponto de vista técnico e operacional. “Não é apenas a carga horária que define a qualidade da formação do condutor. Existem outros fatores, como o comprometimento dos profissionais e a fiscalização. Infelizmente, sabemos que há falhas e até corrupção nesse processo”, pontuou.

Daniel defende que o poder público, em parceria com instituições como o SEST SENAT, busque alternativas de melhoria contínua, aliando redução de custos à manutenção da qualidade da formação, evitando o aumento de acidentes nas vias e rodovias.

Outro ponto abordado foi a aprovação do exame toxicológico para a primeira habilitação, tema que tem gerado debates. Para Daniel Corrêa, a medida é positiva e necessária, mesmo não sendo direcionada exclusivamente à atuação profissional.

“Qualquer substância que afete o reflexo do condutor precisa ser acompanhada. Não é justo que apenas o motorista profissional seja submetido ao exame, já que ele não é o único ator do trânsito”, explicou.

O diretor ressaltou, porém, que o exame não deve ser aplicado apenas no momento da obtenção da CNH. Segundo ele, é fundamental que haja fiscalização contínua, com blitz educativas e ações preventivas, não apenas punitivas. “A segurança no trânsito é uma responsabilidade de todos. O poder público precisa ser visto como parceiro da sociedade, não como inimigo”, destacou.

O que é o exame toxicológico

Daniel Corrêa explicou que o exame toxicológico identifica a presença de substâncias no organismo que possam comprometer os sentidos e a capacidade de condução do veículo, sejam elas consumidas de forma intencional ou não.

“Quem não deve não teme. O objetivo do exame é garantir que o condutor esteja em condições seguras de dirigir. Não há motivo para medo quando não existe uso de substâncias que coloquem vidas em risco”, afirmou.

Em Feira de Santana, o SEST SENAT atua principalmente na formação e orientação de condutores profissionais, reforçando a importância da segurança nas estradas. Daniel lembrou que esses trabalhadores transportam cargas e, muitas vezes, pessoas.

“Não existe carga mais valiosa do que vidas humanas. Nosso trabalho é permanente, focado na educação, na conscientização e na responsabilidade do condutor em manter boas condições físicas e mentais para dirigir”, disse.

Segundo o diretor, o ano de 2025 tem apresentado um saldo positivo em atendimentos e procura pelos serviços educacionais oferecidos pela instituição. “A educação no trânsito precisa ser vista não apenas como obrigação, mas como ferramenta de transformação social”, concluiu.

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