A possível contratação do cantor Bell Marques pela Prefeitura de Feira de Santana voltou a repercutir após declarações do prefeito afimando que Bell não tocará na MIcareta 2026 pelo valor que cobrou. O gestor deixou claro que, nos valores atualmente solicitados pelo artista, a contratação está totalmente descartada, mas admitiu que o cenário pode mudar caso haja redução significativa do cachê.
Segundo o prefeito, Bell Marques é um artista de grande relevância nacional e um fenômeno em cima do trio elétrico, reunindo multidões por onde passa. No entanto, a questão financeira foi apontada como o principal entrave para qualquer negociação neste momento.
De acordo com o gestor, o cachê do cantor, que no ano anterior foi de R$ 750 mil, teria saltado para R$ 1 milhão e 200 mil, valor considerado incompatível com a realidade financeira do município.
“Eu sou fã de Bell Marques, ele é um fenômeno no trio elétrico, mas houve uma questão financeira. Passar de 750 mil para 1 milhão e 200 realmente é difícil. O município de Feira de Santana jamais contratará artista para pagar um valor desse. Eu tenho responsabilidade com o dinheiro público e não assino um contrato desses em hipótese alguma”, afirmou.
As declarações tiveram grande repercussão, inclusive em nível nacional, principalmente após o prefeito afirmar que “não tem quem faça eu assinar um contrato nesse valor”, reforçando sua posição de rigor com os gastos públicos.
Apesar da postura firme, o prefeito deixou a porta aberta para um possível entendimento futuro, desde que o artista reveja o valor cobrado.
“Se ele mudar de ideia e aceitar pelo menos o mesmo valor do contrato anterior, com certeza absoluta”, completou.
A fala reforça o discurso adotado pela gestão municipal de priorizar responsabilidade fiscal, especialmente em um cenário de altos custos com segurança, estrutura e serviços públicos durante grandes eventos como Micareta, São João, São Pedro, Expofeira e o Natal Encantado.
Com isso, a contratação de Bell Marques para eventos futuros em Feira de Santana não está descartada, mas depende exclusivamente de uma readequação financeira que esteja dentro dos limites considerados aceitáveis pela administração municipal.