Amigos, familiares e representantes do esporte e da comunicação se reuniram para se despedir do radialista Itajaí Pedra Branca, em cerimônia marcada por emoção e reconhecimento ao seu legado. Entre os presentes esteve Frei Monteiro, que participou do enterro e da missa de encomenda do corpo aos céus, ressaltando a importância histórica e humana de Itajaí para o rádio e, especialmente, para o esporte.
Em sua fala, Frei Monteiro destacou que, embora Itajaí tenha sido um radialista multifacetado, o esporte sempre foi o seu principal viés. “Falar em Itajaí é pensar imediatamente no esporte. Para muitos profissionais da área, ele foi mais do que um colega: foi um professor”, afirmou.
O frei relembrou os tempos pioneiros do rádio esportivo, quando não havia a tecnologia disponível hoje. “Era uma época em que se fazia esporte sem os instrumentais modernos. Para transmitir uma partida de futebol, muitas vezes era necessário levar caminhonetes carregadas de equipamentos, antenas, contando até com ondas tropicais. Esses pioneiros abriram a estrada que hoje todos nós trafegamos”, ressaltou, enfatizando que figuras como Itajaí jamais podem ser esquecidas.
Frei Monteiro também falou sobre o temperamento marcante do radialista. “Itajaí era meio explosivo, mas um explosivo que não afastava. Era uma explosão de sinceridade e amizade, que não desagregava, pelo contrário, aproximava as pessoas.”
Ao recordar a convivência profissional, Frei Monteiro relembrou sua chegada à Rádio Sociedade Feira de Santana, em 7 de janeiro de 1978, quando Itajaí já atuava como funcionário da emissora e conduzia o departamento esportivo. “Sempre nos demos muito bem. Ele era torcedor do Fluminense, mas Itajaí estava no coração de todos nós”, disse, citando também os encontros frequentes nos estádios e o respeito que Itajaí demonstrava pelos capuchinhos e pelos colegas de profissão.
Durante a cerimônia, o frei ainda recebeu homenagens e agradecimentos de colegas, que reconheceram sua postura de liderança, amizade e incentivo ao longo dos anos. “Mais do que superintendente ou gestor, ele sempre foi um amigo, um colega, quase um pai para muitos”, destacou um dos depoimentos.
