Deputado baiano é alvo de operação contra desvios de emendas, corrupção e lavagem de dinheiro

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

A Polícia Federal, com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil (RFB), deflagrou, nesta terça-feira (13), a nona fase da Operação Overclean, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro.

Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na Bahia e no Distrito Federal.

Conforme o Metrópoles, um dos alvos da operação seria o deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA). O STF determinou o cumprimento de mandados de busca e apreensão no apartamento funcional do parlamentar em Brasília; em sua residência, na Mansão Wildberger, edifício residencial de luxo localizado no Corredor da Vitória, e em seu escritório, na região da Vasco da Gama, em Salvador.

Até o momento, o político não se manifestou sobre as investigações.

O STF determinou ainda o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas, com o objetivo de interromper a movimentação de valores de origem ilícita e preservar ativos para eventual reparação aos cofres públicas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro. 

Investigação em curso

A Operação Overclean foi deflagrada em dezembro de 2024, para investigar uma rede de empresas, empresários e agentes públicos por suspeita de desviarem emendas parlamentares paara direcioná-las a contratos superfaturados e empresas de fachada.

De acordo com a PF, o esquema envolvia a manipulação de processos licitatórios, pagamento de propinas e uso de operações financeiras simuladas para ocultar a origem dos recursos desviados. As investigações indicam que o grupo teria movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão.

O deputado Félix Mendonça Júnior já havia sido citado em fases anteriores da investigação. Em junho de 2025, por decisão do STF, o parlamentar teve o sigilo telefônico quebrado e um assessor afastado, apontado pela PF como suspeito de atuar como operador financeiro do esquema.

Ao longo das oito fases anteriores, o STF autorizou o bloqueio de valores que ultrapassam R$ 100 milhões, além do afastamento cautelar de servidores públicos e apreensão de dinheiro em residências de investigados.

*Com informações do Metrópoles e Congresso em Foco

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