Carol Xavier é eleita Deusa do Ébano 2026 na Noite da Beleza Negra do Ilê Aiyê

Foto: Reprodução/YouTube/Macaco Gordo

A Senzala do Barro Preto, no Curuzu, sediou neste sábado (17) a 45ª edição da Noite da Beleza Negra do Ilê Aiyê, uma das celebrações mais simbólicas do calendário cultural afro-brasileiro. O evento consagrou Caroline Xavier de Almeida, conhecida como Carol Xavier, como a nova Deusa do Ébano 2026, título que representa força, identidade e resistência no Carnaval de Salvador.

A cerimônia esteve alinhada ao tema do Carnaval do Ilê Aiyê em 2026, “Turbantes e Cocares: a história de resistência do povo afro e indígena de Maricá”, e transformou o espaço em um ambiente de valorização da memória, da ancestralidade e da afirmação política. Ao todo, 15 mulheres negras se apresentaram no palco, com performances que uniram dança, expressão corporal e narrativa histórica, reforçando que o concurso vai além da estética e se afirma como um ato coletivo de pertencimento e luta.

Carol Xavier tem 27 anos, é estudante de Jornalismo, professora de dança afro para crianças e atual rainha do Malê Debalê. Moradora de Sussuarana, ela participou da disputa pela terceira vez e destacou que o sonho de se tornar Deusa do Ébano está ligado ao desejo de inspirar sua comunidade e fortalecer a autoestima de crianças e jovens negros.

“Quero reforçar a importância da elevação da autoestima, principalmente para as crianças negras, e mostrar para a minha filha que podemos alcançar lugares mais altos do que imaginamos”, afirmou em seu discurso.

O segundo lugar ficou com Sarah Moraes dos Santos, de 28 anos, auxiliar administrativa e também moradora de Sussuarana.

A terceira colocação foi conquistada por Stephanie Ingrid Silva Sousa de Deus, de 24 anos, dançarina, coreógrafa e arte-educadora, moradora do Nordeste de Amaralina.

A Noite da Beleza Negra teve roteiro e direção artística de Ridson Reis. A nova Deusa do Ébano recebeu a coroa das mãos de Lorena Bispo, vencedora do título em 2025, em um momento marcado pela simbologia da continuidade e da celebração da realeza negra.

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