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Consumidores pesquisam preços diante da alta nos materiais escolares

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Com o início do ano letivo, a busca por materiais escolares cresce em todo o país, impulsionando as vendas. Para garantir que os produtos adquiridos atendam aos requisitos de segurança e qualidade, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) reforça a importância de atenção aos cuidados básicos no momento da compra.

A reportagem do Dia a Dia News foi às ruas de Feira de Santana para verificar como está o movimento de vendas de materiais escolares no comércio.

Maria da Paz, gerente de loja, afirmou que, em comparação ao ano passado, o movimento se mantém estável.

“Há uma oscilação de 5% a 10% a mais. Até porque muitos pais e famílias ainda estão viajando. Acredito que, a partir de agora, com o retorno das férias, a procura será maior.”

Em relação aos preços, ela destacou:

“Em comparação a 2025, muitos produtos mantiveram os valores. No ano passado havia o imposto de substituição tributária, e neste ano ele não existe mais. Com isso, os preços continuam estáveis, sem grandes oscilações.”

Sobre as fiscalizações, a gerente comentou:

“Logo no início do mês, o Procon esteve aqui, realizou a pesquisa de preços e analisou todo o nosso material e a linha de produtos com a qual trabalhamos.”

Maria da Paz afirmou ainda que todo o material comercializado na loja possui o selo do Inmetro.

“Só trabalhamos com empresas que nos oferecem segurança. Somos bastante seletivos com os fornecedores. Todo material que compramos já vem com essa garantia. Quando chega à loja, conferimos, verificamos e, estando tudo certo, colocamos à venda.”

Ela também falou sobre as listas de materiais enviadas por algumas escolas:

“Hoje percebo que muitas escolas estão mais cuidadosas. Alguns itens tentamos retirar ou esclarecer com o cliente, mas deixamos a decisão final para ele.”

A recepcionista Tamires dos Santos afirmou que sempre pesquisa o melhor preço na hora de comprar os materiais escolares da filha:

“Procuro sempre o melhor preço, mas também um material de qualidade e que seja mais acessível.”

Ela fez um comparativo em relação aos preços de 2025:

“Alguns itens ainda são encontrados com preços um pouco melhores, mas a maioria está mais cara. Prefiro comprar na loja física para avaliar a qualidade, mas alguns itens compro pela internet.”

Sobre a atenção à qualidade e à verificação do selo do Inmetro, ela explicou:

“Sim, verifico alguns. Não todos, mas principalmente massinha de modelar, lápis de cor e tintas, que têm mais contato com a pele das crianças.”

Em relação à lista escolar enviada pela instituição de ensino, concluiu:

“Achei a lista do colégio da minha filha bem enxuta, até menor do que a do ano passado. O que realmente está pesando no bolso hoje é o preço dos materiais escolares.”

Outra mãe, que preferiu não se identificar, avaliou os preços como abusivos:

“Está tudo muito caro. Vim a essa loja porque disseram que aqui os preços eram mais em conta. Se aqui já está caro, imagina nas outras. Resolvi vir conferir, mas ainda não passei em outros lugares.”

Mauricio Carvalho, superintendente do PROCON, fala sobre a atuação do PROCON nas fiscalizações dos matérias escolares.

“O Procon de Feira de Santana iniciou a Operação Volta às Aulas. Iniciada no ano anterior, em novembro, com a publicação da Portaria 29 no Diário Oficial do Município, a qual estabelece diretrizes e divulga duas listas: Anexo 1 e Anexo 2. Essas listas especificam os materiais que podem e os que não podem ser exigidos dos alunos. Basicamente, os materiais de uso individual podem ser solicitados, enquanto os de uso coletivo, como materiais de limpeza e escritório, não devem ser exigidos.”

Ele continua:

“Esta lista, contudo, não é rígida. Ela considera o Plano de Execução Pedagógica de cada escola, que detalha as atividades a serem realizadas. Por exemplo, em projetos como a germinação do feijão, onde o algodão é necessário para o uso individual do aluno, a solicitação pode ser autorizada. O Plano de Execução Pedagógica também definirá a quantidade de materiais permitidos.”

Mauricio conclui:

“As escolas foram notificadas para fornecer informações. Aquelas que não o fizeram podem incorrer em crime de desobediência. Estamos avaliando as informações recebidas, com apoio do departamento jurídico. O aplicativo Procon Feira de Santana está disponível para denúncias.”

CONFIRA A LISTA:

Escrita pela estagiária Fernanda Martins, com informações Fernanda Martins. Foto:Fernanda Martins/Rovena Rosa

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