Com a proximidade do início das aulas, o movimento em lojas de material escolar aumenta e revela a realidade de muitas famílias que tentam equilibrar orçamento e educação dos filhos. Entre listas extensas e preços variados, pais relatam susto inicial, mas avaliam que os custos deste ano estão mais controlados do que em anos anteriores.
Pai de três filhos, o vigilante Vinícius Vieira conta que, apesar do impacto ao receber a lista escolar — especialmente a da educação infantil , percebeu preços mais estáveis em comparação com o ano passado. “Dá um susto quando vê a lista, principalmente a do maternal, que parece um livro. Mas achei que no ano passado estava pior. Investir na educação é essencial”, afirmou. Ele destacou ainda o esforço para manter os filhos em escola particular, diante do alto custo das mensalidades e dos materiais.
A dona de casa Deise de Sousa Rios, mãe de duas meninas de cinco e oito anos, também avalia que os preços se mantiveram semelhantes aos de 2025. “Não vi muita diferença. Compro sempre as mesmas marcas e os valores ficaram parecidos”, disse. Segundo ela, escolher produtos de melhor qualidade faz diferença no rendimento das crianças, que estão cada vez mais exigentes.
Apesar do aperto financeiro típico do início do ano, com despesas de matrícula, mensalidades e material escolar, os pais afirmam que o esforço vale a pena. “É complicado, mas quando a gente chega em casa com tudo resolvido, dá uma sensação de tranquilidade. É cansativo, mas é recompensador”, resumiu Deise, moradora do bairro Telfilândia.
A expectativa dos consumidores é de que a organização e a pesquisa de preços ajudem a minimizar os impactos no orçamento familiar, em um período tradicionalmente marcado por gastos elevados.
