Cientistas do Reino Unido acabam de criar uma solução revolucionária para a disartria, um distúrbio motor da fala causado por lesões neurológicas. Um dispositivo inteligente, colocado ao redor do pescoço, ajuda na reconstrução da fala sem procedimentos invasivos.
Segundo a publicação do Interesting Engineering, em janeiro deste ano, a tecnologia foca em pacientes que sofreram AVC recentemente.
Inteligência artificial no pescoço
Batizado de Revoice, o sistema nasceu em laboratórios da prestigiada Universidade de Cambridge.
Ele utiliza sensores potentes e IA para monitorar as tentativas de comunicação do paciente.
O segredo está no funcionamento simultâneo de dois modelos digitais distintos. Um foca nas vibrações da garganta, enquanto o outro lê as emoções e o contexto do dia.
Mecanismo de leitura dos sinais
A grande vantagem é que o Revoice não exige cirurgias para implantar eletrodos. O colar monitora os batimentos cardíacos e os movimentos sutis da musculatura do pescoço.
Consequentemente, o aparelho converte esses impulsos físicos em palavras audíveis de forma rápida. O resultado final é uma voz mais humana e próxima do som original do paciente.
Dados que impressionam pesquisadores
Os resultados dos testes revelaram uma precisão incrível com erro de apenas 4,2% por palavra.
Além disso, a falha em frases complexas foi de somente 2,9% durante as avaliações.
“Quando as pessoas têm disartria após um AVC, isso pode ser extremamente frustrante para elas”, destacou Occhipinti, segundo o Interesting Engineering. O pesquisador entende que a falha na conexão cérebro-garganta gera muita angústia.
Efeito na família e reabilitação
A barreira na fala costuma gerar um acúmulo de estresse entre doentes e familiares.
Assim, o dispositivo surge como uma ponte de comunicação vital durante todo o tratamento. Como a recuperação da disartria é lenta, ter autonomia faz toda a diferença.
Conforto e utilidades diversas
O design do aparelho foi pensado para ser prático, leve e higiênico no dia a dia.
Além disso, sua IA consome pouca energia, facilitando o transporte para qualquer lugar.
Futuramente, essa tecnologia pode atender quem sofre de Parkinson ou doenças motoras. Dessa maneira, mais pessoas terão a chance de se expressar com clareza novamente.
Fonte;Jornal Correios Foto:University of Cambridge
