Ao menos 20 ministros devem deixar o governo federal até 4 de abril, prazo final de desincompatibilização para quem pretende disputar as eleições deste ano. A maioria deve concorrer a vagas no Senado, enquanto outros planejam disputar governos estaduais ou a Câmara dos Deputados.
Entre os nomes, está a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que avalia disputar o Senado por São Paulo, mas pode concorrer à Câmara caso o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirme candidatura ao Senado. Marina deve deixar o cargo no prazo legal e pode ser substituída pelo atual secretário-executivo da pasta.
Também são cotados ao Senado ministros como Gleisi Hoffmann (SRI), Rui Costa (Casa Civil), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), Carlos Fávaro (Agricultura), André Fufuca (Esporte) e Waldez Góes (Integração Regional). Destes, apenas Silvio Costa Filho já confirmou a saída para disputar o cargo.
Outros ministros avaliam candidaturas a governos estaduais, como Renan Filho (Transportes) e Márcio França (Empreendedorismo). Já para a Câmara dos Deputados, aparecem nomes como Jader Filho, Anielle Franco, Paulo Teixeira e Sônia Guajajara.
As mudanças devem provocar uma ampla reforma ministerial nas próximas semanas, com a expectativa de que secretários-executivos assumam parte das pastas que ficarão vagas.
