Senador Angelo Coronel (PSD) não aceita abrir mão do espaço do partido na chapa majoritária que disputará o Governo da Bahia e o Senado em 2026

O senador Angelo Coronel (PSD) endureceu o discurso e deixou claro que não aceita abrir mão do espaço do partido na chapa majoritária que disputará o Governo da Bahia e o Senado em 2026, sobretudo para ocupar uma suplência. Em entrevista para a Rádio Baiana FM ontem (30), o parlamentar afirmou se sentir desvalorizado nas negociações e disse que não admite ser retirado do mandato.

“Coronel não pode hoje ser largado como se descarta uma baga de cigarro, achando que a gente aceita tranquilo e saindo sorridente. Não estou mendigando espaço em chapa. O que estou questionando é um partido do porte do PSD, o maior partido da Bahia, perder o seu espaço na chapa majoritária atual onde já está. Perder o que já tem e o que está conquistado, ninguém aqui está pedindo para tirar a vaga de ninguém. É uma coisa que eu não aceito”, declarou.

Questionado sobre comparações com a decisão da deputada Lídice da Mata (PSB), que abriu mão de disputar o Senado em eleições anteriores, Coronel rechaçou qualquer semelhança e cobrou uma definição do governador Jerônimo Rodrigues (PT). “Ela topou, mas eu estou lutando pelo meu espaço. Não estou procurando saber se vai ser Coronel que vai continuar senador. Eu quero ter o direito de opinar a respeito de um candidato que seja apresentado pelo nosso partido, o maior da Bahia e do Brasil”, afirmou.

O senador também criticou o que classificou como tentativa de imposição por parte dos aliados e chegou a usar o termo “ditadura”. “Estamos numa democracia, não é uma ditadura”, disse, ao reforçar que não se sente satisfeito com a possibilidade de o PSD abdicar da candidatura ao Senado.
Sobre as negociações, Coronel confirmou que escalou o filho, o deputado federal Diego Coronel (PSD), para tratar diretamente com o Palácio de Ondina. Ele afirmou não ter conversado pessoalmente com Jerônimo, mas revelou a possibilidade de uma intervenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ainda assim, foi enfático ao descartar reuniões que envolvam apenas a oferta de suplência. “Se for uma reunião onde ‘Coronel, desista venha para cá ser suplente’, não adianta nem ficar marcando”, afirmou.

O senador ironizou a insistência para que aceite ser retirado da disputa e respondeu ao convite de Jaques Wagner (PT) para uma eventual suplência. “Já conversaram com o MDB e com o próprio Geraldinho de ele ser rifado? (…) Não dá para ficar nesse joguete, é ridículo. Não dá”, declarou, antes de provocar: “Wagner, venha ser meu suplente. Qual o problema?”.

Coronel também comentou o encontro recente com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e negou qualquer articulação para tomar o controle do partido na Bahia, hoje presidido por Otto Alencar. Disse manter a amizade com Otto, apesar das divergências, e demonstrou preocupação com o protagonismo do senador nas discussões sobre a chapa. “Otto Alencar que está pautando. Estou até estranhando tanta efusividade nesse assunto”, concluiu.

Fonte:Tribuna da Bahia Foto:Divulgação

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