Investigado pela PF, conselheiro pede licença de cargos no Palmeiras

Investigado pela Polícia Federal desde o ano passado, o empresário João Carlos Mansur solicitou licença de 90 dias de seus cargos no Conselho Deliberativo e no Conselho de Orientação Fiscal (COF) do Palmeiras. Pressionado por outros conselheiros, Mansur decidiu se afastar na última semana.

O empresário, que foi o mais votado para o COF em 2025 e integra o grupo de apoio da presidente Leila Pereira, também teve papel como executivo na WTorre, intermediando o acordo recente sobre o Allianz Parque.

Entenda as investigações contra o empresário
Mansur está no centro de graves suspeitas que envolvem desde crimes financeiros até ligações com o crime organizado:

Operação Carbono Oculto: Em agosto de 2025, foi alvo de busca e apreensão em uma força-tarefa de combate ao crime organizado.

Caso Banco Master: Em janeiro de 2026, foi alvo de nova operação da PF que apura fraudes e desvios de recursos para o dono do Banco Master.

Lavagem de dinheiro: O Ministério Público Federal aponta que o empresário utilizou a gestora Reag e até os próprios filhos para executar crimes financeiros e lavagem de dinheiro para o PCC.

Liquidação da Reag: A gestora, que chegou a administrar R$ 341,5 bilhões, foi liquidada pelo Banco Central no mês passado após as investigações a conectarem a uma teia de fraudes.

Próximos passos no Palmeiras
De acordo com o estatuto do clube, suplentes assumirão as funções de Mansur durante o período de afastamento.

Após os três meses, o conselheiro poderá renovar a licença ou deverá justificar eventuais faltas às reuniões. Até o momento, o empresário não se manifestou sobre as acusações.

Fonte:Band.com Foto:Divulgação/João Carlos Mansur

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