Investigada no caso de camarote do São Paulo desmaia em delegacia

Rita de Cássia Adriana Prado, apontada como intermediária em um suposto esquema de venda irregular de camarotes no estádio do São Paulo, compareceu nesta terça-feira (24) ao 4º Distrito Policial, na Consolação, no Centro da capital paulista. Durante a oitiva conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de SP, a investigada optou por permanecer em silêncio, alegando problemas de saúde. Na saída, ela teve um breve desmaio.

Detalhes do depoimento e condição médica

Rita de Cássia chegou à delegacia com atraso e participou da reunião com o delegado Tiago Fernando Correia e promotores da força-tarefa do MP-SP. Segundo a defesa, laudos médicos que comprovem sua condição serão incluídos nos autos posteriormente. Ao deixar o local, a investigada sofreu um breve desmaio e precisou ser amparada.

A Polícia Civil informou que não realizará novas oitivas com Rita de Cássia, por entender que já possui material suficiente para o prosseguimento do inquérito. A investigação apura crimes de corrupção privada no esporte, associação criminosa e delitos patrimoniais relacionados à comercialização de ingressos para shows internacionais desde 2023.

Próximas etapas da investigação
Os próximos interrogatórios da força-tarefa devem envolver:

Mara Casares: Ex-diretora cultural de eventos do clube.
Douglas Schwartzmann: Ex-diretor adjunto das categorias de base.
As autoridades continuam a análise de documentos apreendidos em janeiro, que incluem R$ 28 mil em espécie e uma CPU. O inquérito é conduzido pelo Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) e também apura supostos desvios de verba por saques e cobranças a concessionários.

Relembre o caso dos camarotes no MorumBis
A investigação teve início após a divulgação de um suposto esquema de venda de ingressos para o camarote 3A, espaço conhecido como “Sala Presidencial” e que não possui autorização para comercialização. Mara Casares e Douglas Schwartzmann são suspeitos de operar a ação de forma clandestina.

O caso tornou-se público após uma disputa judicial entre Rita de Cássia Adriana Prado e Carolina Lima Cassemiro envolvendo 60 ingressos para o show da cantora Shakira. O lote seria comercializado por R$ 132 mil, mas houve divergência no repasse dos valores. Áudios indicam que os diretores pressionaram pela retirada do processo para evitar que a movimentação se tornasse pública, o que resultou na abertura das atuais investigações criminais.

Com informações da Estadão Conteúdo Foto:Divulgação

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