Caminhada do Perdão reúne fiéis e reforça mensagem de reconciliação e paz na Arquidiocese de Feira de Santana

Foto: Fernanada Martins

Em um momento marcado por oração, reflexão e apelos à reconciliação, a 12ª edição da Caminhada do Perdão mobilizou fiéis da Arquidiocese de Feira de Santana e reforçou a importância do perdão como caminho para a paz. Criada em 2012, a iniciativa tem como propósito reunir a comunidade durante o período da Quaresma para reconhecer fragilidades, pedir perdão a Deus e fortalecer a vivência cristã por meio da humildade e da fraternidade.

Idealizador da caminhada, Dom Itamar Vian destacou que o evento nasceu com a missão de promover um momento coletivo de reflexão. Segundo ele, a proposta é que cada participante, diante de Deus e do próximo, reconheça-se como pecador e compreenda a necessidade de viver o perdão de forma contínua.

“O perdão é um chamado permanente. Jesus nos ensinou a perdoar não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete, o que significa perdoar sempre. Somos convidados não só a perdoar, mas também a rezar por aqueles que nos ofendem”, afirmou. Para o religioso, sentimentos como ódio, inveja e rancor devem ser levados à oração, como forma de buscar em Deus a força para reconciliar-se.

O Monsenhor Nery, vigário-geral da Arquidiocese de Feira de Santana e pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Conceição do Jacuípe, ressaltou que a mobilização ultrapassa os limites da arquidiocese. “Hoje é um dia especial para toda a Igreja, que é universal. Rezamos em comunhão, pedindo perdão por nossas fragilidades. Em um mundo marcado por violência e desamor, parar para pedir misericórdia é um testemunho de fé”, pontuou.

Já Dom Zanoni Demettino Castro reconheceu que perdoar não é tarefa fácil, mas reforçou que esse é o caminho proposto por Cristo. “O ensinamento de amar os inimigos é revolucionário. Não há outro caminho para reconciliar a humanidade. Onde falta perdão, surgem guerras, divisões e morte”, afirmou. Ele também destacou que a vivência cristã envolve todas as dimensões da vida, incluindo as relações familiares e sociais, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e pacífica.

Para o Padre Hipólito, a Caminhada do Perdão é um convite concreto à prática da esperança e da solidariedade. “O evento desperta nas pessoas o desejo de promover a paz. Mas essa experiência não termina aqui; ela precisa continuar em casa, no trabalho, nas atitudes diárias”, explicou.

A cada ano, a Caminhada do Perdão reafirma sua proposta original: incentivar o diálogo, a reconciliação e a unidade entre os fiéis. Em tempos de conflitos e intolerância, a mensagem central permanece atual — a paz não se constrói pela violência, mas pelo perdão vivido de forma sincera e permanente.

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