Primeiro preso pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, no Rio de Janeiro, Mattheus Verissimo Zoel Martins, 19 anos, tentou ter uma relação sexual com a vítima antes do crime. De acordo com informações divulgadas pela CNN, Mattheus teria sido rejeitado pela adolescente em 2024.
Em depoimento, a vítima teria relatado à polícia que, na época, durante uma relação sexual com ex-namorado — adolescente que também teria participado do crime —, Matheus estava na casa e teria tentado participar da relação. Ele, no entanto, ouviu um não da vítima. Os três estavam em um imóvel de um familiar do ex-namorado.
Matheus se apresentou às autoridades na capital fluminense na manhã desta terça-feira (3) depois de virar réu pelo caso. Com a apresentação de Matheus, a polícia ainda procura Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos e João Gabriel Bertho Xavier de 19.
Assim como o primeiro acusado preso, os três são considerados réus de um crime que é investigado como uma emboscada planejada para a vítima. Segundo registros da Liga Niteroiense de Desportos, Matheus é atleta do S.C. Humaitá. O perfil do jogador aponta que ele faz parte do elenco sub-20 do grupo e já participoi da Copa Niterói de Futebol em 2024.
Crime na casa de subsecretário do Rio
Um dos quatro homens acusados de participação no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, no Rio de Janeiro, é filho de uma autoridade pública do estado. Vitor Hugo Oliveira Simonin, um dos foragidos, é filho de José Carlos Costa Simonin, subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa.
O subsecretário é, inclusive, dono do apartamento onde o crime ocorreu na Rua Viveiros de Castro. Isso porque, de acordo com o titular da 12ª Delegacia de Polícia (DP/Copacabana), unidade que investiga o crime, o delegado Ângelo Lages, o apartamento onde o crime aconteceu pertence ao pai de Vitor Hugo e estava vazio porque é utilizado apenas para aluguel por temporada.
Câmeras de segurança do prédio registraram a chegada dos jovens ao apartamento e, uma hora depois, a saída deles do condomínio. O órgão cujo qual José Carlos é subsecretário está vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Nesta segunda-feira (2), a secretária Rosangela Gomes emitiu uma nota nas redes sociais:
“Tomei conhecimento das graves denúncias envolvendo o filho do subsecretário Simonin. Recebo essas informações com profunda indignação e tristeza”, escreveu a titular da pasta. “Minha trajetória de vida e minha gestão são pautadas, acima de tudo, pela defesa intransigente dos direitos das mulheres e pelo combate a todo tipo de violência”, completou Rosangela Gomes.
Fonte:Jornal Correios Foto:Divulgação