O Dia Internacional da Mulher é marcado pela luta contra o feminicídio e a violência de gênero. No Brasil, em 2025 foi registrado o recorde de 1.470 casos, ou seja, em média quatro mulheres são mortas por dia.
A data reforça a urgência de medidas protetivas, o endurecimento da Lei do Feminicídio (com penas de 20 a 40 anos de prisão) e a importância de denunciar casos de violência pelo telefone 180.
Cristiana França, diretora do Hospital Geral Clériston Andrade, fala sobre as mulheres que chegam à unidade vítimas de agressões e destaca o trabalho de acolhimento realizado no hospital.
“Nós estamos realizando uma pesquisa agora que demonstra essa situação. Até a próxima semana devemos concluir o levantamento, informando quantas vítimas de violência doméstica atendemos no Clériston. Claro que o hospital não tem esse perfil específico, mas, quando há casos de violência e trauma, essas mulheres acabam sendo encaminhadas para lá.”
Ela continua:
“Já temos uma contagem em andamento, fazendo os cálculos de quantas mulheres estamos atendendo por mês, vítimas de violência de todo tipo, não apenas agressão física, mas também violência sexual e psicológica.”
Cristiana conclui:
“Temos uma equipe muito bem treinada para esse tipo de atendimento, composta por médicos, psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais. Acolhemos essa mulher, realizamos o atendimento por conta dos traumas e depois fazemos o encaminhamento para os órgãos competentes.”
Escrita pela estagiária: Fernanda Martins (estagiária), com informações de Fernanda Martins.
Foto: Fernanda Martins.