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Do pequeno trailer ao sucesso: a história de empreendedorismo da empresária Nani

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Cada vez mais mulheres estão ocupando espaços de liderança, criando negócios e transformando suas realidades por meio do empreendedorismo.
No quadro A Hora é Delas, desta quinta-feira (12), a reportagem do Dia a Dia News conversou com Eliane Inês Ongaratto, ou como é popularmente conhecida, “Empresária Nani”, sócia do Gauchão Pizzaria e Hamburgueria, em Feira de Santana. Na entrevista, ela compartilhou sua trajetória, desafios e experiências como mulher empreendedora.

Nani afirma que a culinária sempre fez parte da sua vida:

“A história da nossa família se entrelaça com a culinária há gerações. Crescemos imersos nesse universo, com raízes fincadas no Sul do país há mais de cem anos. Meus pais sempre foram nossos maiores incentivadores, e há cinco décadas empreendemos no ramo da alimentação.”

Sobre os maiores desafios enfrentados quando decidiu empreender, ela destacou que o apoio da família foi seu maior incentivo:

“Eu não tive dificuldades, porque comecei de uma maneira pequena, dentro de um trailer, e fui crescendo de uma forma natural. A minha preocupação sempre foi me manter no mercado. Independente de eu ser mulher ou não, o mercado exige qualidade o tempo inteiro. Sempre coloquei isso na minha frente e sempre tive a família do meu lado. Eu nunca fui sozinha; sempre tive a família comigo. Então, nunca vi essa dificuldade por eu ser mulher, porque foi a família que sempre seguiu junto. Mas eu sei que é difícil, é difícil se a gente não tem uma base, um apoio.”

A empreendedora ressaltou que nunca pensou em desistir, mas sim em continuar:

“Eu nunca pensei em desistir, porque é o que eu sei fazer. Ou eu faço isso ou não faço mais. Às vezes eu falo de me aposentar, mas é só da boca pra fora, porque isso está no sangue. A gente tem que trabalhar. Fiquei muito angustiada na pandemia, por conta de todos os problemas que vivemos, mas graças a Deus passou e estamos aqui, falando do comércio. O comércio sobreviveu. A preocupação maior foi com ele, mas sobreviveu.”

A pandemia trouxe muitos desafios no meio empreendedor, e Nani conta como se sentiu vendo amigos fechando seus negócios:

“Foi muito difícil, porque eu me sentia nesse meio e, por muitas vezes, achei que não ia sobreviver. Fiquei angustiada. Até hoje vemos resquícios disso, de pessoas que não conseguiram se equilibrar, mas foi muito difícil, foi muito angustiante. Muita reza.”

Ela explica como concilia a vida familiar e os negócios:

“Tem que ter sabedoria para administrar, saber separar. Senão, a gente leva a empresa para casa facinho. É saber dividir, saber a hora de ser lá fora e a hora de ser dentro de casa, para ser mãe, avó, dona de casa.”

Sobre o sucesso do Gauchão, disse:

“A grande preocupação do Gauchão é manter a qualidade. Qualquer empresa, principalmente no ramo de alimentação, se não mantiver a qualidade, não se mantém em um mercado competitivo. A qualidade é primordial: atendimento, qualidade… a gente sempre está à frente. Não é fácil estar no mercado. O Gauchão tem nome… não é fácil.”

Ela continua:

“Esse mês mesmo, a gente está em crise. É difícil ver que tem pessoas que dependem da gente, não só a família, mas todos os funcionários. Quando vem uma crise e começamos a vender menos, a preocupação aparece. É ser criativo, matar um leão todo dia. Principalmente no mercado de alimentação, que sabemos que é muito competitivo. Na pandemia, todos que tinham um ramo de alimentação e não tinham delivery abriram. Essa foi a maneira de cada um sobreviver. Todos os dias tem algo novo, e a gente tem que ser criativo.”

A empresaria finaliza deixando uma mensagem de incentivo para as mulheres:

“Sempre tenham força. Todo mundo é capaz. Ninguém pode pensar: ‘eu não vou conseguir’. Se ela conseguiu, eu também consigo. É preciso ter força, determinação e seguir em frente, derrubando os obstáculos que aparecem. Mulher é mulher. Mulher é guerreira, todas elas, sem exceção. A novinha, a de meia-idade, a idosa, como eu… todas são guerreiras e devem seguir em frente. Todo mundo é capaz.
A mulher é forte por natureza. Aprendeu a ser forte ao longo da vida, teve que buscar seu espaço e, em qualquer ambiente em que esteja, se não for guerreira, não é fácil. É na faculdade, no trabalho, onde quer que esteja. Ela pode.”

Escrita pela estagiária Fernanda Martins, com informações:Fernanda Martins. Foto:Fernanda Martins

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