Os aumentos sucessivos nos preços dos combustíveis já chegam ao bolso dos feirenses, refletindo o impacto direto da guerra no Irã e das tensões geopolíticas internacionais. Desde o início do conflito, o preço do barril de petróleo subiu de US$ 61 para US$ 120, elevando custos de importação e logística para refinarias brasileiras.
Em Feira de Santana, a Selem, responsável pela refinaria Landufobos Mataripi, já aplicou quatro reajustes desde o início do conflito, totalizando 53,32% de aumento nos preços da gasolina e do diesel. Só o diesel terá um aumento anunciado de R$ 0,32 por litro, mas graças à isenção do PIS e COFINS para refinarias e empresas importadoras, o valor não deverá ser repassado ao consumidor final.
Especialistas alertam que o impacto do aumento do petróleo no Brasil é ainda mais sentido em estados com refinarias privadas, como a Bahia. “O diesel representa cerca de 40% do IPCA, influenciando diretamente o transporte de cargas e, consequentemente, o preço de alimentos e produtos em geral”, explica o professor José Osivaldo, destacando que o cenário pressiona famílias e empresários locais.
O governo federal anunciou medidas para estimular a produção e refino de combustíveis no país, incluindo incentivos para manter o combustível disponível internamente e reduzir o impacto da alta internacional. Apesar disso, a guerra no Oriente Médio mantém a volatilidade no mercado, com reflexos imediatos no dia a dia de quem depende do transporte rodoviário e dos combustíveis em Feira de Santana.