A Semana do Consumidor é marcada por promoções em lojas físicas e no comércio eletrônico em todo o país e deve movimentar bilhões de reais neste ano. Segundo estimativa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), considerando dados do setor varejista, as vendas relacionadas ao Dia do Consumidor, celebrado em 15 de março, devem movimentar entre R$ 8,4 bilhões e R$ 8,6 bilhões no Brasil.
A data tem sido cada vez mais utilizada pelo comércio para estimular as vendas e atrair consumidores com descontos e condições especiais de pagamento. Apesar das ofertas anunciadas, especialistas alertam que é importante ter atenção antes de realizar compras, seja em lojas físicas ou pela internet.
Em Salvador, órgãos de defesa do consumidor reforçam que o período exige cautela por parte dos clientes. A Diretoria de Proteção e Defesa do Consumidor (DPC/Codecon), vinculada à Secretaria Municipal de Ordem Pública, realiza fiscalizações em estabelecimentos comerciais para garantir o cumprimento das normas previstas no Código de Defesa do Consumidor.
De acordo com o diretor da Codecon, Marcelo Barreto, algumas irregularidades ainda são recorrentes no comércio da capital baiana.
Segundo ele, entre as principais reclamações registradas em 2025 estão a divergência ou ausência de informação de preços em produtos, a falta de emissão de nota fiscal na compra de produtos ou serviços e a ausência de atendimento preferencial em lojas físicas.
“Durante períodos de grandes promoções, como a Semana do Consumidor, também encontramos problemas como a ausência de preços em produtos e vitrines e a falta de informação sobre validade de alimentos em estabelecimentos como lanchonetes e delicatessens. Outra irregularidade registrada foi a presença de produtos vencidos à venda, inclusive cosméticos”, destaca.
Para evitar transtornos, o órgão orienta que os consumidores pesquisem os preços antes de fechar a compra e fiquem atentos às condições anunciadas pelas lojas. A legislação determina que o fornecedor não pode exigir valor mínimo para pagamento no cartão.
Outro ponto importante é que, caso um produto apresente dois preços diferentes, seja na prateleira ou na embalagem, o consumidor tem o direito de pagar o menor valor anunciado.
Nas compras pela internet, o consumidor também possui o chamado direito de arrependimento, que permite cancelar a compra no prazo de até sete dias após o recebimento do produto, mesmo que não haja defeito.
Além disso, é recomendado verificar se a empresa que vende o produto ou serviço possui CNPJ e se apresenta informações claras sobre prazos de entrega, troca e garantia.
Durante o período de promoções, a Codecon também intensifica as fiscalizações em ruas comerciais e shoppings de Salvador para evitar práticas abusivas e garantir o cumprimento das normas de proteção ao consumidor.
Mesmo com os cuidados necessários, muitos consumidores aproveitam as ofertas para adquirir produtos desejados há algum tempo.
A estudante Ana Beatriz Santos conta que costuma pesquisar bastante antes de comprar. “Eu acompanho os preços há algumas semanas. Quando chega uma promoção dessas, já sei se o desconto é real ou não”, afirma.
O motorista Carlos Almeida também diz que prefere comparar valores em diferentes lojas antes de decidir. “Nem sempre a promoção é tão boa quanto parece. Às vezes o preço estava igual ou até mais barato dias antes”, relata.
Já a auxiliar administrativa Juliana Souza afirma que redobra a atenção nas compras pela internet. “Sempre verifico se o site é confiável e guardo todos os comprovantes. Já tive problema com atraso de entrega e aprendi a ter mais cuidado”, diz.
Fonte:Tribuna da Bahia Foto:Divulgação