Natural de Feira de Santana, Maria Abreu de Almeida acaba de dar um passo importante na carreira pública ao assumir um cargo no Ministério das Relações Exteriores. Em entrevista exclusiva ao Dia a Dia News, ela contou como foi a trajetória até a aprovação no concurso e a emoção de tomar posse como oficial de chancelaria, em cerimônia realizada no último dia 12, no Palácio do Itamaraty, em Brasília.
Maria integra uma turma formada por 49 novos servidores, marcada pela diversidade, com presença significativa de mulheres, pessoas negras e profissionais com deficiência. Para ela, esse perfil reflete melhor a sociedade brasileira que será representada no exterior.
“Somos responsáveis por apresentar o Brasil lá fora, e o país é diverso. Nada mais importante do que essa diversidade também estar presente entre os servidores”, afirmou.
A feirense explicou que o interesse pela carreira começou ainda na faculdade, impulsionado pelo desejo de conciliar estabilidade profissional com a possibilidade de conhecer outros países. “Eu queria uma carreira que me permitisse viajar e, ao mesmo tempo, ter a segurança do serviço público. Descobri o concurso no final da graduação e comecei a me preparar”, contou.
Formada no início de 2022, ela dedicou cerca de um ano aos estudos até prestar o concurso, em 2023. Segundo Maria, o período de espera pela convocação foi um dos momentos mais desafiadores. “A maior dificuldade foi lidar com a incerteza, sem saber quando seria chamada, mas acreditando que daria certo”, disse.
No cargo de oficial de chancelaria, ela explica que as funções são variadas. No Brasil, os profissionais atuam em áreas administrativas, emissão de passaportes, apoio a brasileiros e estrangeiros, além de atividades ligadas à comunicação e organização de eventos oficiais. Já no exterior, o trabalho é voltado principalmente para o atendimento consular, auxiliando brasileiros que vivem ou viajam fora do país.
“É um trabalho muito amplo. A gente lida diretamente com as pessoas, ajudando desde registros civis até situações de emergência com brasileiros no exterior”, explicou.
Apesar de estar no início da carreira, Maria já planeja atuar fora do país. Pela regra, os novos servidores precisam cumprir um período mínimo em Brasília antes de serem designados para embaixadas ou consulados. “A ideia é, sim, trabalhar no exterior assim que possível”, afirmou.
Durante a entrevista, ela também destacou a influência de Feira de Santana na sua formação pessoal e profissional. “Foi onde cresci, onde construí minha base. Saber que tenho esse apoio me deu segurança para buscar meus objetivos fora”, disse.
Ao falar com jovens que sonham com o serviço público, Maria foi direta: dedicação aos estudos é o principal caminho. “O estudo abre portas. Foi através dele que consegui chegar até aqui”, concluiu.