Alta de oferta amplia fila por tomografia e ressonância no SUS em Feira de Santana

Foto: Freepik

Pacientes que precisam de exames como ressonância magnética e tomografia relatam demora no agendamento pelo SUS em Feira de Santana.

A reportagem do Dia a Dia News conversou com o Dr. Rodrigo Matos, secretário de Saúde do município, que destacou os desafios enfrentados por Feira de Santana, uma vez que a oferta de exames de alta complexidade, como tomografia e ressonância magnética, exige estruturas tecnológicas avançadas e não pode ser realizada nas unidades básicas de saúde. Atualmente, a demanda por esses exames excede a capacidade de oferta, resultando em filas de espera.

“Estamos falando de tomografia e de ressonância, como todos sabem, são exames de alta complexidade, ou seja, de alta densidade tecnológica. É importante ressaltar que, diferentemente de um ultrassom, que pode ser fixo ou portátil, o médico pode colocá-lo na mala do carro e realizar o exame até em domicílio, a tomografia e a ressonância exigem toda uma estrutura. Não é possível instalar esses equipamentos hoje na Policlínica de Humildes ou na Policlínica de São José. São equipamentos que o município ainda não possui em sua rede própria.”

Dr. Rodrigo continua:

“O que é rede própria? São as unidades de saúde do município. Esse é um ponto importante, porque, se temos uma demanda maior do que a oferta, isso naturalmente gera espera. As pessoas acabam aguardando mais tempo do que gostaríamos. Esse é um problema real, tanto para a gestão quanto para quem está aguardando por esses exames.”

O secretário apresentou as medidas adotadas para reduzir as filas:

“Fizemos o seguinte: no caso das tomografias, abrimos credenciamento. Hoje, qualquer clínica que possua tomógrafo pode se credenciar no site da Prefeitura, e o município paga pelo serviço na rede privada. Ainda assim, a adesão tem sido menor do que esperávamos, por diversos motivos, já que as clínicas não são obrigadas a participar. Estamos, inclusive, entrando em contato com algumas, pois nem todas tinham conhecimento dessa possibilidade. Também participamos de ações como a carreta da saúde, para zerar a demanda de tomografias com contraste, e firmamos convênio com a Santa Casa, onde esses exames já estão sendo realizados. Tudo isso é fruto de um esforço financeiro e logístico da Prefeitura.”

Sobre as ressonâncias, ele explicou:

“A ressonância tem uma demanda ainda maior do que a oferta. Hoje, esse exame é realizado na Policlínica Regional, mantida por um consórcio de municípios em parceria com o Estado, além de uma clínica credenciada no município. Abrimos um novo credenciamento e já estamos em processo de inclusão de outra clínica. No entanto, precisamos ter aparelhos próprios de tomografia e ressonância, para não depender apenas da rede privada ou do interesse dos prestadores.”

O secretário concluiu:

“Foi determinado pelo prefeito que, no projeto da nova policlínica que será construída na área do antigo Derba, haverá equipamentos de tomografia e ressonância. Será uma unidade com o mesmo porte da policlínica ao lado do Hospital da Criança, mas voltada exclusivamente para Feira de Santana. Enquanto isso, estamos atuando de forma imediata, com credenciamento de clínicas e mutirões, para reduzir a fila.”

Em relação ao número de clínicas credenciadas, afirmou:

“Atualmente, temos uma clínica credenciada nesta gestão e estamos finalizando o credenciamento de outra, já passamos pela etapa burocrática e aguardamos apenas a assinatura do contrato. Trata-se de um esforço significativo do ponto de vista econômico e logístico. O prefeito entende que saúde não é gasto, é investimento.”

Sobre a fila de espera, destacou:

“Hoje temos um sistema informatizado na regulação, que nos permite saber exatamente a média mensal de solicitações e a capacidade de atendimento. Com isso, identificamos que apenas ampliar a oferta via policlínica não resolveria o problema por completo. Por isso, além do credenciamento, estamos planejando a implantação desses equipamentos na rede própria do município, para atender melhor a população de Feira de Santana.”

Com informações e escrita: Estagiária Fernanda Martins Foto:Divulgação/Freepik

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